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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024
segunda-feira, 27 de novembro de 2023
Lição 7 - Missão em favor do meu próximo
Sábado, 11 de novembro
As Escrituras do Antigo Testamento eram o livro-texto de Israel. Quando o doutor da lei foi a Cristo com a pergunta: "Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" - considerem essa pergunta, pois a resposta serve a todos quantos formulam semelhante indagação, o Salvador disse: "O que está escrito na Lei? Como você a entende? A isto ele respondeu: 'Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.' E: 'Ame o seu próximo como você ama a si mesmo. Então Jesus lhe disse: Você respondeu corretamente. Faça isto e você viverá" (Lc 10:25-28).
Mesmo se não houvesse outro texto na Bíblia, essa declaração contém luz suficiente e conhecimento e segurança para toda pessoa. O doutor da lei havia respondido a sua própria pergunta, mas tentando justificar-se, disse a Jesus: "Quem é o meu próximo?" (Lc 10:29). Então, pela parábola do Bom Samaritano, Cristo revelou quem é nosso próximo, e nos dá um exemplo do amor que deveríamos manifestar àqueles que sofrem e estão em necessidade. O sacerdote e o levita, cujo dever era o de ministrar às necessidades do estranho, passaram pelo outro lado (Olhando Para o Alto [MD 1983, de julho), p. 209).
O verdadeiro discípulo de Cristo procurará imitar o Modelo. Seu amor conduzirá à perfeita obediência. Ele se esforçará para fazer a vontade de Deus na Terra como é feita no céu. Aquele cujo coração ainda está maculado pelo pecado não pode ser zeloso de boas obras; ele não está ansioso para se abster do mal, não é vigilante e cuidadoso com seus próprios motivos e conduta, não controla sua língua desenfreada; não tem o cuidado de negar a si mesmo e tomar a cruz de Cristo. Essas pobres pessoas iludidas não observam os primeiros quatro preceitos do Decálogo, que definem o dever do homem para com Deus, e também não observam os últimos seis mandamentos, que definem o dever do ser humano para com seus semelhantes.
Os frutos do Espírito, que regem no coração e comandam a vida, são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, ternos afetos de misericórdia e humildade de espírito. Os crentes verdadeiros andam segundo o Espírito, e o Espírito de Deus habita neles (Este Dia com Deus [MD 1980], 9 de outubro, p. 289).
Há lições práticas na Palavra de Deus. [...] Essa Palavra ensina princípios vivos e santos que inspiram as pessoas a fazer a outras o que gostariam que fizessem a elas, princípios que devem trazer para sua à vida diária aqui e levar para a escola do alto. [...] O altar e o arado são experiências para todos quantos buscam a vida eterna. Sabemos bem pouco da grandeza do amor e compaixão de Deus. [...] O Céu é nosso lar. Nossa cidadania está no alto, e nossa vida não deve ser dedicada ao mundo, que logo será destruído. Precisamos da Palavra de Deus revelada em caracteres vivos. Que linguagem pura e excelente é encontrada na Palavra de Deus! Que princípios elevadores e enobrecedores! (Olhando Para o Alto [MD 1983, 20 de julho), p. 209).
Domingo, 12 de novembro: A pergunta mais importante
A pergunta que o doutor da lei apresentou a Cristo foi de consequência vital. Os fariseus que haviam induzido o doutor da lei a apresentar essa pergunta estavam esperando que o Senhor Jesus a respondesse de modo que pudessem achar algo contra Ele pelo que eles pudessem acusá-Lo e condena-Lo diante do povo. O domínio próprio de Cristo, a sabedoria e autoridade com que Ele falava era algo que eles não podiam interpretar.
Quando a pergunta foi feita pelo doutor da lei, Cristo sabia que a sugestão havia partido de Seus mais ardorosos inimigos, que estavam preparando uma armadilha para apanhá-Lo em Suas palavras. O Senhor Jesus respondeu à pergunta transferindo o peso da resposta ao doutor da lei de modo que ele respondesse à sua própria pergunta perante a multidão: "O que está escrito na Lei? Como você a entende? A isto ele respondeu: "Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.' E: 'Ame o seu próximo como você ama a si mesmo. Então Jesus lhe disse: 'Você respondeu corretamente. Faça isto e você viverá" (Lc 10:26-28). Obediência aos mandamentos de Deus é o preço da vida eterna (Olhando Para o Alto [MD 1983, 26 de julho), p. 215).
Lembrem-se de que não há um só motivo no coração de qualquer pessoa que o Senhor não veja claramente. Os motivos de cada um são pesados tão cuidadosamente como se o destino de cada ser humano dependesse unicamente desse resultado. Precisamos de uma conexão com o poder divino para que possamos ver a luz mais claramente e ter uma compreensão de como raciocinar da causa para o efeito. Precisamos cultivar as faculdades da compreensão, sendo coparticipantes da natureza divina e nos livrando da corrupção das paixões que há no mundo. Que todos considerem cuidadosamente esta solene verdade: Deus, no Céu, é verdadeiro, e não há um único propósito, por mais complicado que seja, um único motivo, por mais cuidadosamente oculto que esteja, que Ele não compreenda claramente (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1314, 1315).
Não permitam que coisa alguma tire sua atenção do ponto: "Que farei para herdar a vida eterna?" (Lc 10:25). Essa é uma questão de vida e morte que cada um de nós deve definir para a eternidade. Que nossa mente seja preenchida com a importância da solene verdade que possuímos! [...]
Deus deseja que homens e mulheres pensem com sobriedade e sinceramente. Devem elevar-se a um grau cada vez mais alto, dominando um horizonte cada vez mais amplo. Olhando para Jesus, devem ser transformados à Sua imagem. Devem empregar seu tempo em busca das profundas, eternas e celestiais verdades. [...] Assim, à medida que Dele aprendem, seus motivos e compaixões tornam-se firmes e imutáveis, pois as impressões produzidas pelo Onisciente são substanciais e duradouras. A água viva que Cristo dá não é como uma nascente superficial, que borbulha por um pouco e depois seca. A água viva jorra para a vida eterna (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 145).
Segunda, 13 de novembro: O método e a resposta de Jesus
Por toda parte, as pessoas estão descontentes. Anseiam algo que satisfaça sua necessidade espiritual. Somente uma Pessoa pode satisfazer essa necessidade. O que o mundo necessita é Cristo, "o Desejado de todas as nações" (Ag 2:7, ARC). A graça divina que só Ele pode comunicar é uma água viva, purificadora, refrescante e revigoradora.
Jesus não queria dar a ideia de que um único gole da água da vida basta para aquele que a recebe. Quem experimenta o amor de Cristo deseja- rá continuamente mais; mas não busca nenhuma outra coisa. As riquezas, honras e prazeres zeres do mundo não o atraem. O contínuo grito de sua alma é: "Mais de Ti." E Aquele que revela ao coração suas necessidades está à espera, para lhe saciar a fome e a sede. Toda segurança e todo recurso de origem humana falharão. As cisternas ficarão vazias, os poços se secarão; porém, nosso Redentor é uma fonte inesgotável. Podemos beber, e beber mais, e sempre encontraremos novo abastecimento. Aquele em quem Cristo habita tem em si mesmo a fonte da bênção - "uma fonte de água a jorrar para a vida eterna" (Jo 4:14, ARC). Dessa fonte poderá tirar forças e graça suficientes para todas as suas necessidades (O Desejado de Todas as Nações, p. 138, 139).
Cristo explicou-lhes a parábola, da mesma forma em que tornará clara Sua Palavra a todos aqueles que O procuram em sinceridade de coração. Os que estudam as Escrituras com o coração aberto para a iluminação do
Espírito Santo não permanecerão em trevas quanto ao seu significado. "Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se Eu falo por Mim mesmo" (Jo 7:17). Todos os vão a Cristo com o desejo de um conhecimento mais claro da verdade o receberão. Ele lhes desdobrará os mistérios do reino dos Céus, que serão compreendidos pelos corações que anelam conhecer a verdade. Uma luz celestial raiará no templo da alma e será revelada a outros como o brilho refulgente de uma lâmpada em estrada tenebrosa (Parábolas de Jesus, p. 14).
Os mensageiros de Deus são encarregados de assumir o próprio trabalho que Cristo efetuou enquanto esteve na Terra. Devem dedicar-se a todo ramo ministerial que Ele levou avante. Com diligência e sinceridade, devem falar aos seres humanos das insondáveis riquezas e dos imperecíveis tesouros do Céu. Devem estar cheios do Espírito Santo. Devem repetir os oferecimentos celestiais de paz e perdão. Devem apontar para os portões da cidade de Deus, dizendo: "Bem-aventurados" os que guardam os Seus mandamentos, "para que tenham direito à árvore da vida e entrem na cidade pelos portões" (Ap 22:14; Este Dia com Deus [MD 1980, 22 de janeiro), p. 28).
Terça, 14 de novembro: Para herdar a vida eterna
O doutor da lei não estava satisfeito com a atitude nem com as obras dos fariseus. Tinha estudado as Escrituras com o desejo de aprender seu verdadeiro significado. Tinha interesse real na questão e perguntou com sinceridade: "Que farei para herdar a vida eterna?" (Lc 10:25). Em sua resposta a respeito dos requisitos da lei, passou por alto toda a multidão de preceitos cerimoniais e rituais. A esses ele não deu importância, mas apresentou os dois grandes princípios de que dependem toda a Lei e os Profetas. O assentimento do Salvador a essa resposta O colocou em posição vantajosa para com os rabinos. Não podiam condená-lo por sancionar o que havia sido proferido por um expositor da lei. [...]
Cristo sabia que ninguém poderia obedecer à lei por sua própria força. Desejava induzir o doutor da lei a um estudo mais esclarecedor e minucioso para que ele encontrasse a verdade. Somente aceitando a virtude e a graça de Cristo podemos observar a lei. A fé na propiciação pelo pecado habilita o humano decaído a amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo.
O doutor sabia que não tinha guardado nem os primeiros quatro nem os últimos seis mandamentos. Foi convencido pelas penetrantes palavras de Cristo, mas, em vez de confessar seu pecado, procurou justificar-se. Em vez de reconhecer a verdade, ele tentou mostrar quanto é difícil cumprir os mandamentos. Desse modo, esperava rebater a convicção e se justificar aos olhos do povo (Parábolas de Jesus, p. 222).
Em todas as Suas lições, Cristo procurava gravar na mente e no coração de Seus ouvintes os princípios que sustentam Sua grande norma de justiça. Ele lhes ensinava o fato de que se guardassem os mandamentos de Deus, em sua vida diária deveria ser manifestado o amor a Deus e ao próximo. Procurava inspirar em seu coração o amor que Ele sentia pela humanidade. Assim Ele semeava as sementes da verdade, cujos frutos produziriam uma rica colheita de santidade e beleza de caráter. Essa santa influência terá abrangência não apenas enquanto o tempo durar, mas seus resultados serão sentidos por toda a eternidade. Ela santificará as ações e exercerá influência purificadora onde quer que exista (Refletindo a Cristo [MD 1986, 16 de fevereiro), p. 53).
Qualquer negligência do dever para com os necessitados e doentes é negligência do dever para com Cristo, na pessoa de Seus santos. Quando perante Deus se passarem em revista os casos de todos, não se fará a pergunta: Que professaram? mas sim: Que fizeram eles? Foram praticantes da Palavra? Viveram apenas para si mesmos? Ou se tornaram hábeis em obras de beneficência, em atos de bondade, em amor, preferindo os outros a si mesmos e negando-se a si próprios a fim de que fossem uma bênção aos outros? Se o registro mostrar que essa foi sua vida, que seu caráter foi assinalado pela ternura, renúncia e beneficência, receberão então de Cristo a bem-aventurada declaração: "Muito bem" (Mt 25:21; Para Conhecê-Lo [MD 1965, 24 de novembro], p. 334).
Quarta, 15 de novembro: Amar os outros como amamos a nós mesmos
Deixar alguém sofrendo sem auxílio é uma ruptura na lei de Deus. [...] Quem ama a Deus, não somente ama a seu semelhante, mas olhará com terna compaixão as criaturas feitas por Ele. Quando o Espírito de Deus habita no ser humano, leva-o a aliviar o sofrimento em vez de causá-lo. [...] Devemos atender a todas as situações de sofrimento e nos considerar agentes de Deus, fazendo tudo o que pudermos para ajudar os necessitados. Devemos colaborar com Deus. Algumas pessoas demonstram grande afeição por sua família, amigos e pessoas favoritas, ao mesmo tempo em que deixam de ser corteses e atenciosas com outras pessoas que requerem delicada simpatia, bondade e amor. Com o coração sincero, devemos perguntar: "Quem é o meu próximo?" Nosso próximo é mais do que apenas nossos vizinhos e amigos pessoais, ou pessoas que frequentam nossa igreja ou compartilham de nossa forma de pensar. Nosso próximo inclui toda a família humana. Devemos fazer o bem a todos, principalmente aos da família da fé. Devemos dar ao mundo uma demonstração do que significa cumprir a lei de Deus. Devemos amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Filhos e Filhas de Deus [MD 2005, 15 de fevereiro), p. 52).
Falsos mestres haviam levado aos gálatas doutrinas que se opunham ao evangelho de Cristo. Paulo procurou expor e corrigir esses erros. [...] Procurou, pois, impressionar os irmãos com a importância de buscarem ajudar-se uns aos outros, em amor. Declarou que todas as reivindicações da lei que estabelecem nosso dever para com os semelhantes cumprem- se no amor mútuo. [...] Por meio de constante oração, tinham de buscar a guia do Espírito Santo, que os levaria ao amor e à unidade (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 205, 206).
Quando a lei de Deus é escrita no coração, será manifestada numa vida pura e santa. Os mandamentos de Deus não são letra morta. São espírito e vida, pondo as imaginações e mesmo os pensamentos em sujeição à vontade de Cristo. O coração em que eles são inscritos será guardado com toda a diligência; porque dele procedem as fontes da vida. Todos os que amam a Jesus e guardam os mandamentos procurarão evitar a própria aparência do mal, não porque sejam compelidos a fazê-lo, mas porque estão imitando um modelo puro e rejeitam tudo que se opõe à lei inscrita em seu coração. Não se considerarão autossuficientes, pois sua confiança estará em Deus, o único capaz de livrá-los do pecado e da impureza. A atmosfera que os envolve é pura; eles não corromperão sua própria alma ou a alma de outros. Seu prazer é praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente diante de Deus (Este Dia com Deus [MD 1980, 17 de maio], p. 144).
Quinta, 16 de novembro: A história atual do bom samaritano
Há muitos que perguntam, como o doutor da lei: "Quem é o meu próximo?" (Lc 10:29). [...] Todo aquele que está padecendo necessidade é nosso próximo. Cada errante filho e filha de Adão que foi iludido por Satanás e escravizado por hábitos errôneos que debilitam a masculinidade ou feminilidade dada por Deus, é meu próximo. [...]
Precisamos pensar nas pessoas e nos interessarmos por elas, que necessitam de nosso amor, ternura e cuidado. Devemos nos lembrar constantemente de que somos representantes de Cristo e que devemos repartir as bênçãos que Ele dá, não com aqueles que podem nos recompensar em mas com os que irão apreciar as dádivas que suprirão suas necessidades temporais e espirituais. [...]
As boas ações são os frutos que Cristo requer que produzamos: palavras gentis, atos de bondade e de terna consideração para com os pobres, necessitados e aflitos. Quando corações se solidarizam com aqueles que estão sobrecarregados de desânimo e pesares, quando as mãos se
estendem para socorrer os necessitados, quando os nus são vestidos, e os estrangeiros são convidados a se assentar em nossa sala e a ocupar um lugar em nosso coração, os anjos se aproximam e uma melodia responsiva ecoa no Céu (Refletindo a Cristo [MD 1986, 26 de agosto), p. 244).
Sem uma viva fé em Cristo como Salvador pessoal, é impossível fazer com que nossa influência seja sentida em um mundo cético. Não podemos dar a outros aquilo que nós mesmos não possuímos. Nossa influência para benefício e reerguimento da humanidade é proporcional à nossa própria devoção e consagração a Cristo. Caso não haja real serviço, nem genuíno amor, nem realidade de experiência, não há poder para ajudar, nem comunhão com o Céu, nem sabor de Cristo na vida. [...] "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso de nada me adiantará" (1Co 13:1-3).
Quando o amor enche o coração, flui para os outros, não por causa de favores recebidos deles, mas porque o amor é o princípio da ação. O amor modifica o caráter, rege os impulsos, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Esse amor é vasto como o Universo e está em harmonia com o dos anjos ministradores. Nutrido no coração, adoça a vida inteira e derrama seus benefícios sobre todos ao redor (O Maior Discurso de Cristo, p. 29, 30).
Sexta, 17 de novembro: Estudo adicional
Fé e Obras, p. 52, 53 ("O que Deus requer").
Atos dos Apóstolos, p. 202, 203 ("Chamado a um Padrão Mais Elevado").
Anotações
Lição 6 - Motivação e preparação para a missão
Sábado, 4 de novembro
Jesus não quer que os que estão empenhados em Seu serviço sejam ansiosos por recompensas, nem achem que devem receber compensação por tudo que fazem. O Senhor quer que nossa mente siga um rumo diferente; pois Ele "não về como vê o homem" (Rom 16:7). Ele não julga pela aparência, mas avalia o ser humano pela sinceridade de seu coração. [...]
Paulo conservava sempre em vista a coroa da vida que lhe seria dada, e não somente a ele, mas também a todos os que amam a vinda do Senhor. Foi a vitória obtida pela fé em Jesus Cristo que tornou a coroa tão desejável. Ele sempre exaltou a Jesus. Toda a vanglória do talento, de vitória em nós mesmos, está fora de lugar. "Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o SENHOR" (Jr 9:23, 24; Conselhos Sobre Mordomia, p. 230, 231).
O Senhor deseja que descansemos Nele sem pensar na medida da recompensa. Quando Cristo habita na alma, o pensamento de remuneração não é supremo. Essa não é a motivação principal do nosso serviço. É verdade que, num sentido secundário, devemos considerar a recompensa. Deus deseja que apreciemos as bênçãos prometidas, mas não que sejamos ávidos de remuneração nem sintamos que, para cada serviço, de- vamos receber compensação. Não devemos estar tão ansiosos de obter o galardão como de fazer o que é justo, independentemente de todo o ganho. O amor a Deus e aos nossos semelhantes deve ser nossa motivação (Parábolas de Jesus, p. 235).
O serviço voluntário e a agradável abnegação [...] é o único espírito que deve atuar nos seguidores de Jesus. Nosso divino Mestre deu o exemplo de como Seus discípulos devem trabalhar. Aqueles a quem ordenou: "Venham Comigo, e Eu os farei pescadores de gente" (Mt 4:19), não ofereceu qualquer soma em troca de seus serviços. Eles deviam partilhar com Ele da abnegação e do sacrificio.
Não é pelo salário que recebemos que devemos trabalhar. O motivo que nos dispõe ao trabalho para Deus não deve ter em si nada que aparente atitudes egoístas. Abnegada devoção e espírito de sacrifício têm sido e
serão sempre o primeiro requisito do culto aceitável. Nosso Senhor e Mestre deseja que nenhum traço de egoísmo seja encontrado em Sua obra. Aos nossos esforços devemos acrescentar o tato e a habilidade, a precisão e a sabedoria que o Deus da perfeição exigiu dos construtores do santuário terrestre; contudo, em todas as nossas atividades, devemos lembrar que os maiores talentos e os mais esplèndidos serviços são aceitáveis somente quando o eu é posto sobre o altar para consumir-se como um sacrifício vivo (Profetas e Reis, p. 36).
Domingo, 5 de novembro: Compartilhar as boas-novas
A primeira obra de Cristo na Terra, depois de Sua ressurreição, foi convencer os discípulos de Seu imutável amor e terna preocupação por eles. Para lhes mostrar que era seu vivo Salvador, que havia quebrado as correntes do túmulo e que não mais podia ser retido pelo inimigo, a morte; e para revelar que tinha o mesmo coração de amor de quando andava com eles como seu amado Mestre, apareceu a eles várias vezes. Queria estreitar ainda mais os laços de amor com eles. "Vão dizer aos Meus irmãos", disse Ele, "que se dirijam à Galiléia" (Mt 28:10).
Quando ouviram essa ordem, dada de maneira tão clara, os discípulos começaram a pensar nas palavras de Cristo, predizendo Sua ressurreição. Mas, mesmo naquele momento, não se alegraram. Não podiam afastar de si as dúvidas e preocupações. Mesmo quando as mulheres tinham declarado ter visto o Senhor, os discípulos não queriam crer. Pensavam que era apenas ilusão delas (O Desejado de Todas as Nações, p. 636).
Quantos ainda fazem o mesmo que esses discípulos! Quantos repetem o desesperado lamento de Maria: "Tiraram o Senhor [...], e não sabemos onde O colocaram" (Jo 20:2). Muitos precisam ouvir as palavras do Salvador: "por que você está chorando? A quem você procura?" (v. 15). Ele está bem próximo deles, mas seus olhos cegados pelo choro não O reconhecem. Ele fala com eles, mas não compreendem.
Ah, se a cabeça abaixada se erguesse, se os olhos se abrissem para ve-Lo e os ouvidos escutassem Sua voz! "Vão depressa e digam aos Seus discípulos que Ele (Mt 28:7). Convide-os a olhar, não para o sepulcro novo de José, fechado com uma grande pedra e selado com o selo romano. Cristo não está lá. Não olhe para o sepulcro vazio. Não se lamente como os que estão sem esperança e desamparados. Jesus vive. E, porque Ele vive, nós também viveremos. De corações agradecidos, de lábios tocados con o fogo sagrado, ressoe o alegre cântico: Cristo ressuscitou! Ele vive para interceder por nós. Apegue-se a essa esperança, e ela o firmará como uma âncora segura e provada. Creia, e você verá a glória de Deus! (O Desejado de Todas as Nações, p. 637).
Devemos cultivar a bondade e a cortesia no contato com aqueles a quem encontramos. [...] Procuremos sempre apresentar a verdade de maneira fácil. Essa verdade significa vida, e vida eterna para o recebedor. Estudem, portanto, para passar fácil e cortesmente dos assuntos de natureza temporal para os espirituais e eternos. [...] Enquanto vocês andam pelo caminho ou se sentam à beira da estrada, podem deixar cair em algum coração a semente da verdade.
Há trabalho a ser feito para o Mestre. Há pessoas que podem, por nossa influência, ser levadas a Cristo. Quem está pronto a se empenhar nessa obra, de todo o coração? (Nossa Alta Vocação [MD 1962, 22 de outubro), p. 299).
Segunda, 6 de novembro: Um fundamento profético
Jesus permaneceu com Seus discípulos 40 dias, e isso lhes proporcionou satisfação e alegria ao coração, quando Ele desvendou-lhes mais amplamente as realidades do reino de Deus. Ele os havia comissionado a dar testemunho das coisas que tinham visto e ouvido, concernentes Seu sofrimento, morte e ressurreição; de que Ele tinha feito um sacrifício pelo e que todos que desejassem poderiam ir a Ele e encontrar vida. Com fiel ternura disse-lhes que seriam perseguidos e angustiados, mas encontrariam alívio recordando-se de sua experiência e lembrando- se das palavras que Ele lhes havia falado. Contou-lhes que tinha vencido as tentações de Satanás e obtido vitória através de provações e sofrimentos. Satanás não mais poderia ter poder sobre Ele e faria suas tentações recaírem mais diretamente sobre os discípulos e sobre todos os que cressem em Seu nome. Contudo, eles poderiam vencer, assim como Ele venceu. Jesus dotou Seus seguidores de poder para realizar milagres e disse-lhes que, embora fossem perseguidos pelos homens ímpios, Ele enviaria Seus anjos, de tempos em tempos, para livrá-los; a vida deles não poderia ser tirada antes que sua missão se cumprisse. Poderia então ser-lhes exigido que selassem com o sangue os testemunhos que dessem (Primeiros Escritos, p. 178).
Aqueles têm Jesus habitando no coração pela fé receberam realmente o Espírito Santo. Todo indivíduo que recebe Jesus como seu Salvador pessoal tão certamente recebe também o Espírito Santo para ser seu Conselheiro, Santificador, Guia e Testemunha. Quanto mais próximo o crente anda com Deus, mais claro é o seu testemunho e, como resultado certo, mais poderosa será sobre os outros a influência de seu testemunho do amor de um Salvador; mais ele dará evidência de que preza a Palavra de Deus. É sua comida e sua bebida, para satisfazer a alma sedenta. Ele preza o privilégio de aprender a vontade de Deus a partir de Sua Palavra (Olhando Para o Alto (MD 1983, 5 de janeiro), p. 13).
Crer em Cristo é essencial à vida espiritual. Os que se banqueteiam com a Palavra nunca têm fome, nunca sentem sede e não desejam nunca qualquer bem elevado superior. O mais verdadeiro, o mais exaltado conhecimento, encontra-se na Palavra de Deus. Hå eloquência em sua simplicidade. [...]
A Bíblia é nosso guia nos caminhos seguros que conduzem à vida eterna. Deus inspirou homens a escrever aquilo que nos apresentará a verdade, que atrairá é que, sendo praticado, habilitará o recebedor a adquirir força moral para ocupar um lugar entre as mentes mais altamente educadas. A mente de todos os que tornam a Palavra de Deus o seu estudo será ampliada. Mais que qualquer outro, este estudo é capaz de aumentar a faculdade perceptiva e dotar cada faculdade com uma nova força. Leva-nos a íntima ligação com todo o Céu, comunicando sabedoria, conhecimento e compreensão. [...] O evangelho é comparado ao alimento espiritual, que satisfaz o apetite espiritual do ser humano. Em todo caso, é justamente disso que a pessoa necessita (Filhos e Filhas de Deus (MD 2005, 4 de março), p. 70).
Terça, 7 de novembro: Espera e missão
Os ansiosos seguidores de Cristo alegremente Lhe escutaram os ensinos, absorvendo com avidez cada palavra que vinha de Seus lábios. Sabiam, agora com certeza, que Ele era o Salvador do mundo. Suas palavras lhe calavam profundamente no coração, e entristeciam-se de que logo devessem separar-se de seu Mestre celestial e não mais ouvir de Seus lábios palavras confortadoras e graciosas. Mas de novo seu coração se aqueceu de amor e extraordinária alegria, quando Jesus lhes disse que iria preparar-lhes moradas, que viria outra vez e os receberia, para que pudessem estar sempre com Ele. Prometeu também enviar o Consolador, o Espírito Santo, para guiá-los em toda verdade. "E, erguendo as mãos, os abençoou" (Lc 24:50; Primeiros Escritos, p. 178, 179).
Nós também temos que ter um tempo para a meditação e a oração, para receber conforto espiritual. Não apreciamos como deveríamos o poder e a eficácia da oração. A oração e a fé farão o que nenhum poder da Terra conseguirá realizar. [...]
As tentações a que todos os dias estamos expostos fazem da oração uma necessidade. Os perigos nos assaltam em todo o caminho. Aqueles que procuram resgatar os outros do vício e da ruína estão particularmente expostos à tentação. Em constante contato com o mal, necessitam apegar-se firmemente a Deus, para não serem eles mesmos corrompidos. [...]
Quando permitimos que nossa comunhão com Deus seja quebrada, ficamos sem defesa. Todos os bons objetivos e boas intenções que tenhamos não nos tornarão aptos a resistir ao mal. Devemos ser homens e mulheres
de oração. Nossas petições não devem ser débeis, ocasionais nem apressadas, mas fervorosas, perseverantes e constantes. Para orar não é necessário que estejamos sempre prostrados, de joelhos. Cultivemos o hábito de falar com o Salvador quando a sós, quando estamos caminhando e quando ocupados com os trabalhos diários. Que nosso coração se eleve continuamente, em silêncio, pedindo auxílio, luz, força, conhecimento. Que cada respiração seja uma oração! (A Ciência do Bom Viver, p. 328, 329).
Os que pertencem à família da fé nunca devem negligenciar suas reuniões; pois esse é o meio designado por Deus para levar Seus filhos à unidade, a fim de que, em amor cristão e companheirismo possam ajudar, fortalecer e animar uns aos outros.
Como irmãos de nosso Senhor, somos chamados com uma santa vocação a uma vida santa e feliz. Havendo entrado no caminho estreito da obediência, restauremos nossa mente pela comunhão uns com os outros e com Deus. À medida que vemos aproximar-se o dia de Deus, reunamo- nos muitas vezes para estudar a Sua Palavra e exortar-nos uns aos outros e tirarmos todo proveito possível a fim de preparar-nos, na maneira devida, para receber nas assembleias celestiais o cumprimento do penhor de nossa herança (Nossa Alta Vocação [MD 1962, 9 de junho), p. 164).
Quarta, 8 de novembro: A quem crucificaram
No dia de Pentecostes o Infinito Se revelou poderosamente à igreja. Por Seu Santo Espírito, desceu das alturas do Céu como um vento impetuoso, para o recinto em que estavam reunidos os discípulos. Palavras de penitência e confissão de pecados misturavam-se com hinos de louvor pelo perdão dos pecados. Ouviam-se palavras de ações de graças e de profecia. Todo o Céu como que se inclinava para contemplar e adorar a sabedoria do incomparável e incompreensível amor.
Os apóstolos e discípulos perdiam-se em enlevo, exclamando: "Aqui está o amor!" Apoderaram-se do dom comunicado. Tinham o coração repleto de um sentimento de benevolência tão plena, tão profunda, tão vasta, que os impelia a ir até os confins da Terra, testificando: Não permita Deus que nos gloriemos, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Estavam possuídos de um intenso desejo de agregar à igreja os que devessem ser salvos (Para Conhecê-Lo [MD 1965, 4 de dezembro), p. 344).
Três mil almas foram acrescentadas à igreja. Os apóstolos falavam pelo poder do Espírito Santo, e suas palavras não podiam ser controvertidas, pois eram confirmadas por poderosos milagres, operados por eles mediante o derramamento do Espírito de Deus. Os próprios discípulos estavam atônitos ante o resultado dessa visitação, e com a rápida e abundante colheita de almas. Todo o povo estava cheio de assombro. [...]
Somente os argumentos dos apóstolos, embora claros e convincentes, não teriam removido o preconceito dos judeus, que resistiram a tantas evidências. Mas o Espírito Santo enviou tais argumentos com divino poder a seus corações. Eles eram como afiadas setas do Todo-poderoso, convencendo- os de sua terrível culpa em haverem rejeitado e crucificado o Senhor da glória. "Quando ouviram isso, ficaram muito comovidos e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro respondeu: Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos seus pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo" (At 2:37, 38; História da Redenção, p. 245).
Logo ocorrerão mudanças específicas e rápidas, e o povo de Deus será revestido do Espírito Santo, de modo que, com sabedoria celestial, em frente às emergências desta época, neutralize o máximo possível a influência desmoralizadora do mundo. Se a igreja não estiver dormindo, se os seguidores de Cristo vigiarem e orarem, poderão ter entendimento para compreender e avaliar as tramas do inimigo.
O fim está próximo! Deus convida a igreja a pôr em ordem aquilo que resta organizar. Os cooperadores de Deus são capacitados pelo Senhor para levar outros ao reino. Devemos ser agentes vivos de Deus, condutos de luz para o mundo, pois há anjos celestiais comissionados por Cristo para nos suster, fortalecer e amparar no trabalho em favor da salvação de pessoas (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 345).
Quinta, 9 de novembro: Uma imagem da igreja primitiva
Depois de receberem o Espírito Santo, os discípulos saíram a proclamar um Salvador ressurgido, sendo seu desejo único a salvação das pessoas. Alegravam-se na doce comunhão com os santos. Eram ternos, corteses, abnegados, dispostos a fazer qualquer sacrifício pela causa da verdade. Em sua diária associação mútua, revelavam o amor que Cristo lhes ordenara revelar. Por palavras e atos abnegados, procuravam acender esse amor em outros corações. Os crentes devem sempre cultivar o amor que enchia o coração dos apóstolos depois de receberem o Espírito Santo. Devem avançar em obediência voluntária ao novo mandamento. "Assim como Eu os amei, que também vocês amem uns aos outros" (Jo 13:34). Devem estar ligados a Cristo de forma tão íntima que serão capacitados para cum- prir Suas exigências. O poder de um Salvador capaz de os justificar por Sua justiça ser engrandecida (Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 197).
O apóstolo Paulo exorta seus irmãos a manifestarem em sua vida o poder da verdade que ele lhes apresentara. Por sua mansidão e bondade. paciência e amor, deviam exemplificar o caráter de Cristo e as bênçãos de Sua salvação. Só há um corpo, e um Espírito, um Senhor, uma fé. Como
membros do corpo de Cristo, todos os crentes são animados pelo mesmo espírito e a mesma esperança. Divisões na igreja desonram a religião de Cristo perante o mundo e dão ocasião aos inimigos da verdade para justificar seu procedimento. As instruções de Paulo não foram escritas apenas para a igreja de seus dias. Era desígnio de Deus que viessem até nós. O que estamos fazendo para preservar a unidade nos laços da paz?
Quando o Espírito Santo foi derramado sobre a igreja primitiva, os irmãos amavam-se uns aos outros. "Diariamente [...] tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos" (Atos 2:46, 47). Aqueles cristãos primitivos eram poucos em número, não tinham riquezas nem honras, mas exerciam poderosa influência. Deles irradiava a luz do mundo. Eram um terror aos malfeitores, onde quer que fossem conhecidos seu caráter e doutrinas. Por isso eram odiados pelos ímpios e perseguidos até a morte (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 202, 203).
Paulo levava consigo a atmosfera do Céu. Todos os que com ele se associavam sentiam a influência de sua união com Cristo. O fato de que sua própria vida exemplificava a verdade que proclamava dava um poder convincente à sua pregação. Nisso está o poder da verdade. A influência espontânea e inconsciente de uma vida santa é o mais persuasivo sermão que se pode pregar em favor do cristianismo. O argumento, mesmo quando incontestável, pode provocar apenas oposição; mas um exemplo piedoso tem um poder ao qual é impossível resistir completamente (Atos dos Apóstolos, p. 325).
Sexta, 10 de novembro: Estudo adicional
Para Conhecê-Lo [MD 1965), 8 de dezembro, p. 348 ("Ele virá outra vez"). Refletindo a Cristo [MD 1986], 4 de maio, p. 130 ("Glorificar a Deus no corpo e no espírito").
Anotações
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
Lição 5: Desculpas para evitar a missão
Sábado, 28 de outubro
Embora tivesse se tornado ímpia, Nínive não estava totalmente entregue ao mal. Aquele que "vê todos os filhos dos homens" (SI 33:13) e "tudo o que há de mais precioso" (Jó 28:10) observou na cidade muitos que estavam procurando algo melhor e mais elevado, os quais, se tivessem oportunidade de conhecer o Deus vivo, abandonariam as más obras e O adorariam. Assim, em Sua sabedoria, o Senhor Se revelou a eles de maneira inconfundível, a fim de levá-los, se possível, ao arrependimento.
O instrumento escolhido para essa obra foi o profeta Jonas, filho de Amitai. A ele veio a palavra do Senhor: "Levante-se, vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a Minha presença" (Jn 1:1, 2).
Ao pensar nas dificuldades e aparentes impossibilidades dessa missão, o profeta foi tentado a duvidar da sabedoria do chamado. Do ponto de vis- ta humano, parecia que nada se ganharia em proclamar uma mensagem como aquela, nessa cidade tão orgulhosa. Ele esqueceu por um momento que o Deus a quem servia era totalmente sábio e todo-poderoso. Enquanto hesitava, ainda duvidando, Satanás encheu seu coração de desânimo. O profeta sentiu profundo receio e "se levantou, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis. Desceu a Jope, e encontrou um navio que ia Társis. Pagou a passagem e embarcou no navio, para ir com eles" (Jn 1:3; Profetas e Reis, p. 156, 157).
Ao comunicar luz ao Seu povo antigamente, Deus não operava exclusivamente por meio de uma classe. Daniel era um príncipe de Judá. Também Isaías era de linhagem real. Davi era um jovem pastor, Amós um vaqueiro, Zacarias um cativo de Babilônia, Eliseu um lavrador. O Senhor suscitou como representantes Seus profetas e príncipes, nobres e plebeus, e ensinava-lhes as verdades a ser dadas ao mundo.
A todos quantos se tornam participantes de Sua graça, o Senhor indica uma obra em benefício de outros. Devemos estar, individualmente, em nosso posto, dizendo: "Eis-me aqui, envia-me a mim" (Is 6:8). Sobre o ministro da Palavra, a enfermeira-missionária, o médico cristão, o cristão individualmente, seja ele comerciante ou agricultor, mecânico ou outro profissional-sobre todos repousa a responsabilidade. É nossa obra revelar às pessoas o evangelho de sua salvação. Toda empreitada em que nos empenhemos deve ser um meio para esse fim.
Os que se entregam à obra lhes é designada não somente serão que uma bênção a outros, mas também hão de ser eles mesmos abençoados. A consciência do dever bem cumprido exercerá uma influência reflexa sobre sua própria alma. O desanimado esquecerá seu desalento, o fraco se tornará forte, o ignorante ficará inteligente, e todos encontrarão um infalível auxiliador Naquele que os chamou (A Ciência do Bom Viver, p. 81, 82).
Domingo, 29 de outubro: Nossas desculpas: medo
Há mais pessoas do que pensamos desejando encontrar o caminho para Cristo. Aqueles que pregam a última mensagem de misericórdia devem ter em mente que Cristo tem que ser exaltado como o refúgio do pecador. Alguns ministros pensam não ser necessário pregar arrependimento e fé; eles acham que seus ouvintes estejam familiarizados com o evangelho e, portanto, devem ser apresentados assuntos de natureza diferente a fim de prender a atenção deles. Muitas pessoas, no entanto, são lamentavelmente ignorantes quanto ao plano da salvação; elas precisam de mais instrução quanto a esse tema tão importante do sobre qualquer outro.
São essenciais discursos teóricos para que o povo veja a cadeia da verdade, elo após elo, ligando-se a um todo perfeito, mas nunca se deve pregar um sem apresentar Cristo, e Ele crucificado, como a base do evangelho (Evangelismo, p. 130).
Nas horas mais escuras, sob as mais difíceis circunstâncias, o crente cristão pode se apoiar na fonte de toda luz e poder. Dia a dia, pela fé em Deus, sua esperança e ânimo podem ser renovados. "O justo viverá pela sua fé" (Hc 2:4). No serviço de Deus não precisa haver desânimo, nem hesitação ou medo. O Senhor fará mais do que cumprir as mais altas expectativas dos que Nele põem sua confiança. Ele lhes dará a sabedoria que suas múltiplas necessidades demandam (Profetas e Reis, p. 227).
Muita coisa depende da incessante atividade dos que são verdadeiros e leais; e por essa razão Satanás põe todo o esforço possível no sentido de impedir o propósito divino de ser realizado por meio daquele que é obediente. Ele leva alguns a perder de vista sua elevada e santa missão e a se tornarem satisfeitos com os prazeres desta vida. Faz com que caiam no comodismo ou que se mudem dos lugares onde poderiam ser uma força para o bem, com o propósito de encontrar maiores vantagens terrenas. Outros, ele leva ao desânimo, fazendo com que fujam do dever, em face da oposição ou perseguição. Mas todos esses são considerados pelo Céu com a mais terna piedade. A cada filho de Deus, cuja voz Satanás tenha conseguido silenciar, é dirigida a pergunta: "O que você está fazendo aqui? Comissionei você para que fosse a todo o mundo e pregasse o evangelho, a fim de que o povo fosse preparado para o Dia de Deus. Por que você está aqui? Quem o mandou?" [...]
Os que sentirem, mesmo em grau limitado, o que a redenção significa para si e para o próximo compreenderão de alguma forma as amplas necessidades da humanidade. Seus corações serão movidos à compaixão ao verem a carência espiritual e moral de milhares que estão sob a sombra de terrível maldição, em comparação com a qual o sofrimento físico é considerado como nada (Profetas e Reis, p. 99, 100).
Segunda, 30 de outubro: Nossas desculpas: ideias falsas
Se, quando o chamado lhe veio pela primeira vez, Jonas tivesse parado para analisar com calma, teria percebido como seria sem sentido qualquer esforço de sua parte para escapar da responsabilidade imposta sobre ele. Mas não lhe foi permitido, durante muito tempo, prosseguir tranquilamente em sua insensata fuga. "O SENHOR lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar. Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente" (Jn 1:4, 5; Profetas e Reis, p. 157).
Firmem seu coração na crença de que Deus conhece todas as provações e dificuldades que vocês enfrentam na guerra contra o mal, pois Deus é desonrado quando alguém menospreza o Seu poder falando com descrença.
Este mundo é o grande campo de trabalho de Deus; Ele comprou os que nele vivem com o sangue de Seu Filho unigênito, e deseja que Sua mensagem de misericórdia alcance a todos. Os que estão comissionados a fazer esse trabalho serão testados e provados, mas eles deverão ter sempre em mente que Deus está perto para fortalecê-los e ampará-los. Ele não nos pede que confiemos em alguma cana quebrada. Não devemos buscar auxílio humano. Não permita Deus que coloquemos o homem no lugar em que Deus deve estar. [...] O Senhor Jeová "é uma rocha eterna" (Is 26:4 Refletindo a Cristo (MD 1986, 4 de dezembro], p. 344).
Quando Deus abre o caminho para a realização de certa obra e dá garantias de sucesso, o instrumento escolhido deve fazer tudo que estiver em seu poder para alcançar os resultados prometidos. O sucesso será proporcional ao entusiasmo e perseverança com que o trabalho for levado adiante. Deus pode realizar milagres em favor de Seu povo unicamente quando este desempenha sua parte com incansável energia. Ele requer para Sua obra homens de devoção, de coragem moral, com intenso amor pelas almas e zelo que nunca enfraquece. Esses obreiros não acharão nenhuma tarefa árdua demais, nenhuma perspectiva sem esperança; eles trabalharão com coragem até que a aparente derrota se transforme em gloriosa vitória. Nem mesmo as paredes das prisões ou a ameaça de martírio os levará a mudar de rumo em seus propósitos de trabalhar unidos com Deus para a edificação de Seu reino (Profetas e Reis, p. 155).
Aqueles que tiveram mais sucesso em ganhar almas foram homens e mulheres que não se vangloriavam de suas habilidades, mas com humildade e fé procuravam ajudar as pessoas ao seu redor. Jesus fez essa mesma obra. Ele Se aproximou daqueles que queria alcançar. Quantas vezes, enquanto alguns estavam reunidos ao Seu redor, Ele transmitia Suas lições, e um por um os transeuntes paravam para prestar a atenção até que se formava uma grande multidão que ouvia com admiração e temor as palavras do Mestre enviado do Céu! (Obreiros Evangélicos, p. 194).
Terça, 31 de outubro: Nossas desculpas: inconveniência
Toda pessoa que é salva tem que renunciar aos seus próprios planos e seguir aonde Cristo conduz. O entendimento tem que ser entregue a Cristo para ser limpado, refinado e purificado por Ele. Isso sempre será efetuado quando recebermos corretamente os ensinos de Cristo. Oh, quanto necessitamos de mais íntima comunhão com Ele! Temos que nos interessar em Seu propósito e cumprir Sua vontade, dizendo de todo o coração: "Senhor, que queres que eu faça?" [...]
Sempre devemos nos lembrar do fato de que o tempo é curto. A iniquidade está aumentando em toda parte. Os justos são postos como luzes no mundo. Por seu intermédio tem que ser revelada ao mundo a glória de Deus (Este Dia com Deus [MD 1980, 9 de novembro], p. 320). Se você estiver em comunhão com Cristo, valorizará todo ser humano
como Ele fez. Sentirá pelos outros o mesmo profundo amor que Cristo sentiu por você. Então estará apto para cativar e não afugentar, atrair e não repelir aqueles por quem Ele morreu. Ninguém seria jamais reconduzido a Deus se Cristo não tivesse feito um esforço pessoal por ele; e é por esse trabalho pessoal que podemos salvá-lo. Quando você vir aqueles que caminham para a perdição não descansará em tranquila indiferença e sossego. Quanto maior o pecado deles e mais profunda sua miséria, tanto mais sinceros e ternos serão os esforços para sua recuperação. Discernirá a necessidade dos que sofrem, que pecaram contra Deus e são oprimidos pelo fardo da culpa. Seu coração transbordará de compaixão por eles, e você lhes estenderá sua auxiliadora mão. Nos braços de sua fé e amor, você os levará a Cristo. Cuidará deles e os animará, e sua empatia e confiança os ajudarão a não cair.
Nessa obra, todos os anjos do Céu estão prontos a cooperar. Todos os recursos do Céu estão à disposição de quem procura salvar os perdi- dos. Os anjos o auxiliarão a alcançar os mais indiferentes e resistentes. E quando alguém é reconduzido a Deus, todo o Céu se alegra; serafins e querubins tocam suas harpas douradas e cantam louvores a Deus e ao Cordeiro, por Seu amor e misericórdia pelos filhos dos homens (Parábo- las de Jesus, p. 110, 111).
Cristo veio ao mundo para sofrer e morrer a fim de que, pela fé Nele e mediante a apropriação de Seus méritos, viéssemos a ser colaboradores de Deus. Era designio do Salvador que, depois que Ele subisse ao Céu para ali interceder em favor dos homens, Seus seguidores prosseguissem.com a obra por Ele iniciada. Não demonstrará o ser humano interesse espe- cial em transmitir a luz da mensagem do evangelho aos que continuam nas trevas? Existem alguns que se dispõem a ir aos confins da Terra a fim de transmitir aos homens a luz da verdade, mas Deus requer que todos os que conhecem a verdade se esforcem por conquistar outros para o amor da verdade. Como poderemos ser considerados em condições de entrar na cidade de Deus, se não nos dispomos a fazer verdadeiros sacrifícios para salvar os que estão prestes a perecer? (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 82).
Quarta, 1° de novembro: Nossas desculpas: conflitos desconfortáveis
Quando Jonas viu o propósito de Deus de poupar a cidade que, apesar de sua impiedade, tinha sido levada a se arrepender, vestida em pano de saco e coberta de cinza, ele devia ter sido o primeiro a se alegrar com a maravilhosa graça de Deus; no entanto, ao contrário disso, permitiu que sua mente se fixasse sobre a possibilidade de ser considerado um falso profeta. Preocupado com sua reputação, ele perdeu de vista o valor infinitamente maior dos que viviam naquela cidade infame. A compaixão mostrada por Deus para com os arrependidos ninivitas desagradou extremamente a Jonas, o qual "ficou muito aborrecido e com raiva" (Jn 4:1). Ele argumentou com o Senhor: "Não foi isso que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que Tu és Deus bondoso e compassivo, tardio em irar-Se e grande em misericórdia, e que mudas de ideia quanto ao mal que anunciaste" (v.2).
Ele se rendeu mais uma vez à sua inclinação de questionar e duvidar, e foi novamente oprimido pelo desanimo. Perdendo de vista os interes- ses dos outros e sentindo que teria sido melhor morrer do que viver para ver a cidade poupada, exclamou em sua insatisfação: "Agora, SENHOR. peço que me tires a vida, porque para mim é melhor morrer do que viver" (Jn 4:3; Profetas e Reis, p. 160).
A lição é para os mensageiros de Deus hoje, quando as cidades das nações estão com tanta necessidade de conhecer os atributos e propósitos do verdadeiro Deus como os ninivitas do passado. Os embaixadores de Cristo devem mostrar para as pessoas o mundo mais nobre, que tem sido em grande parte perdido de vista. De acordo com os ensinamentos das Sagradas Escrituras, a única cidade que permanece é aquela cujo arquiteto e construtor é Deus. Com os olhos da fé, os seres humanos podem contemplar o limiar do Céu, iluminado com a glória do Deus vivo. Por intermédio de Seus servos ministradores, o Senhor Jesus está convidando as pessoas a se empenharem com santificada ambição no sentido de assegurem a herança imortal. Apela para eles a fim de que acumulem tesouros junto ao trono de Deus (Profetas e Reis, p. 161, 162).
No dom de Seu Filho para nossa redenção, Deus mostrou quão alto valor Ele dá a um ser humano, e não dá direito a homem algum de falar desprezivelmente de outro. Veremos faltas e fraquezas nos que nos rodeiam, mas Deus reivindica toda pessoa como Sua propriedade - Sua pela criação, e duplamente Sua tendo sido comprada com o precioso sangue de Cristo. Todos foram criados à Sua imagem, e mesmo os mais degradados devem ser tratados com respeito e ternura. Deus nos considerará responsáveis até por uma palavra proferida em desprezo em relação a alguém por quem Cristo depôs a vida. [...]
Aquele que ocupa o lugar de porta-voz de Deus não deve proferir palavras que nem a Majestade do Céu empregaria quando contendendo com Satanás. Devemos deixar com Deus a obra de julgar e condenar (O Maior Discurso de Cristo, p. 42, 43).
Quinta, 2 de novembro: Eis-me aqui, envia-me a mim
Confuso, humilhado e incapaz de compreender o propósito de Deus em poupar Nínive, Jonas, apesar de tudo, havia cumprido a missão que lhe fora dada de advertir a grande cidade; e, embora o acontecimento predito não tivesse se realizado, a mensagem de advertência não era de ninguém menos do que de Deus. E ela cumpriu o propósito do Senhor. A glória de Sua graça tinha sido revelada entre os pagãos. "Alguns se assentaram nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em correntes de ferro, [...] clamaram ao SENHOR, e Ele os livrou das suas tribulações. Tirou-os das trevas e das sombras da morte e quebrou as correntes que os prendiam. [...] Enviou-lhes a Sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal" (SI 107:10, 13, 14, 20; Profetas e Reis, p. 161).
Lembremo-nos de que nosso trabalho, ainda que não o tenhamos escolhido, deve ser aceito como tendo sido escolhido por Deus para nós. Seja ele agradável ou não, temos obrigações de cumprir o dever que nos é apresentado. "Tudo o que vier às suas mãos para fazer, faça-o conforme as suas forças, porque na sepultura, que é para onde você vai, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma" (Ec 9:10).
Se o Senhor deseja que levemos uma mensagem a Nínive, não lhe será agradável irmos a Jope ou a Cafarnaum. Ele tem motivos para nos enviar aonde nossos passos foram dirigidos. Talvez lá houvesse alguém em necessidade do auxílio que lhe poderíamos prestar. Ele que enviou Filipe ao ministro etíope, Pedro ao centurião romano, e a menina israelita em auxílio de Naamã, o capitão sírio, envia hoje homens, mulheres e jovens como Seus representantes àqueles que têm necessidade de ajuda e guia divinas (A Ciência do Bom Viver, p. 302).
Nossos planos nem sempre são os planos de Deus. Ele pode ver que vale mais para nós e para a Sua causa recusar nossas melhores intenções, como fez no caso de Davi. Mas de uma coisa podemos estar certos: Ele abençoará e empregará no avanço de Sua causa aqueles que sinceramente se consagram à Sua glória, com tudo o que possuem. Se vir que é melhor não atender aos desejos, compensará a recusa dando-lhes provas de Seu amor e confiando-lhes outro serviço.
Em Sua amorosa solicitude e interesse para conosco, Ele, que nos compreende melhor do que nós mesmos, Se nega a permitir que procuremos egoisticamente satisfazer nossa ambição. Não permite que passemos por alto os deveres domésticos, porém sagrados, que junto de nós nos aguardam. Muitas vezes, esses deveres proporcionam a educação essencial à nossa preparação para uma obra mais elevada. Com frequência, nossos planos são frustrados a fim de que sejam cumpridos os planos de Deus a nosso respeito.
Nunca somos chamados a fazer um sacrifício real para Deus. Ele pede que Lhe submetamos muitas coisas, mas fazendo-o não abandonamos senão o que nos impediria na marcha para o Céu. Mesmo quando chamados a renunciar coisas boas em si mesmas, podemos estar seguros de que Deus nos está assim preparando algum bem maior (A Ciência do Bom Viver, p. 302, 303).
Sexta, 3 de novembro: Estudo adicional
Mensagens aos Jovens, p. 148, 149 ("Trabalhar com fé").
Olhando Para o Alto [MD 1983], 6 de junho, p. 165 ("Agora é o tempo: erguei-vos!").
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
Lição 4: Compartilhando a missão de Deus
Sábado, 21 de outubro
Quem diz ser cristão deve examinar-se e ver se é tão bondoso e atencioso para com os semelhantes como deseja que estes sejam para com ele. [...] Cristo ensinou que posição ou riqueza não devem fazer nenhuma diferença em nosso trato mútuo, e que à luz do Céu todos somos irmãos. Posses terrestres ou honras mundanas não contam, na avaliação que Deus faz do ser humano. Ele criou todos iguais; Ele não faz acepção de pessoas. Avalia o ser humano segundo a virtude de seu caráter.
Possuir a verdadeira piedade quer dizer amarmos uns aos outros, ajudarmo-nos mutuamente, tornar aparente em nossa vida a religião de Jesus. Devemos ser consagrados condutos pelos quais o amor de Cristo flua aos que carecem de auxílio. [...] Aquele que mais se aproxima da obediência à lei divina será de maior préstimo a Deus. Aquele que segue a Cristo, estendendo a mão para alcançar Sua bondade, Sua compaixão, Seu amor à família humana, será aceito por Deus como cooperador do Senhor (Nos Lugares Celestiais [MD 1968, 7 de outubro], p. 287).
A base de nossa esperança em Cristo é o fato de nos reconhecermos a nós mesmos como pecadores em necessidade de restauração e redenção. É por sermos pecadores que temos coragem de pretendê-Lo como nosso Salvador. Cuidemos, pois, para não tratarmos com os que erram de maneira que deem aos outros a ideia de julgarmos não termos nós necessidade de redenção. Não denunciemos, nem condenemos ou destruamos, como se fossemos sem defeito. É obra de Cristo consertar, curar e restaurar. Deus é amor, em Si mesmo, em Sua essência. Ele [...] não dá a Satanás nenhuma ocasião de triunfar fazendo aparecer aos nossos inimigos o que temos de pior ou expondo-lhes nossas fraquezas (Nos Lugares Celestiais [MD 1968, 11 de outubro], p. 291).
Deus deu aos seus servos precioso conhecimento de Sua verdade e de- seja que estejam intimamente ligados a Jesus e, mediante compaixão, se aproximem de seus irmãos para que possam fazer-lhes todo o bem que está ao seu alcance. O Redentor do mundo não procurou o próprio pra- zer, mas andou fazendo o bem. Ele Se ligou intimamente com o Pai para que pudesse levar Sua força unida a exercer influência sobre o coração do ser humano para salvá-lo da ruína eterna. De maneira semelhante devem Seus servos cultivar a espiritualidade se esperam ter êxito em sua obra.
Jesus tanto Se compadeceu dos pobres pecadores que deixou as cortes do Céu e pôs de lado as vestes da realeza, humilhando-Se à condição do ser humano, para que pudesse familiarizar-Se com as necessidades humanas e ajudá-lo a erguer-se acima da degradação da queda. Quando Ele ofere ce ao ser humano tão inquestionável evidência de Seu amor e mais terna compaixão, quão importante é que Seus representantes imitem Seu exem- plo em aproximar-se dos semelhantes e ajudá-los a formar um verdadeiro caráter cristão! (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 234, 235).
Domingo, 22 de outubro: O dom da hospitalidade
A Bíblia dá bastante ênfase à prática da hospitalidade. Não somente a recomenda como um dever, mas apresenta muitos belos quadros do exercício dessa graça e das bênçãos que ela produz. Entre eles, destaca-se o exemplo de Abraão.
Vemos o patriarca, nos registros do Gênesis, logo após o meio-dia, descansando à porta de sua tenda, à sombra dos carvalhais de Manre. Passam perto três viajantes. Não fazem solicitação de hospitalidade, de favor algum, mas Abraão não lhes permite continuar o caminho sem se revigorarem. É um homem idoso, revestido de dignidade e riqueza, pessoa altamente honrada e habituada a mandar. No entanto, ao ver esses estranhos, "correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra" (Gn 18:2, 3). [...] Trouxe com as próprias mãos água para que eles lavassem os pés. Ele próprio escolheu para eles o alimento; enquanto descansavam à sombra fresca, Sara, sua esposa, preparou-se para hospedá-los, e Abraão ficou respeitosamen- te ao lado deles enquanto lhe recebiam a hospitalidade. Mostrou-lhes essa bondade como a simples viajantes, estrangeiros em trânsito, os quais talvez nunca mais cruzassem seu caminho (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 272).
Há muitos [...] para quem nossa família pode se tornar uma bênção. Nossas recreações sociais não deveriam ser ditadas pelos costumes do mundo, mas pelo Espírito de Cristo e pelos ensinos de Sua Palavra. Os israelitas, em todas as suas festas, admitiam os pobres, os estrangeiros e os levitas, os quais eram, ao mesmo tempo, ajudantes do sacerdote no santuário, mestres de religião e missionários. Todos esses eram considerados hóspedes do povo, recebendo hospitalidade durante as festas sociais e religiosas, e sendo atendidos carinhosamente em suas enfermidades e necessidades. Devemos acolher pessoas assim em nosso lar. Quanto esse acolhimento alegraria e daria ânimo ao enfermeiro ou missionário, à mãe carregada de preocupações e trabalhos árduos, ou às pessoas fracas e idosas, que vivem muitas vezes sem lar, lutando com a pobreza e com tantos desalentos! [...]
O tempo de que dispomos é curto. Não podemos passar por este mundo mais de uma vez. Portanto, ao fazê-lo, tiremos o melhor proveito de nossa vida. A tarefa a que somos chamados não requer riquezas, posição social, nem grandes capacidades. O que se requer é um espírito bondoso e desprendido, e firmeza de propósito. Uma luz, por pequena que seja, se está sempre brilhando, pode servir para acender outras muitas. Nossa esfera de influência poderá parecer limitada, nossas capacidades diminutas, escassas as oportunidades, nossos recursos reduzidos; no entanto, se soubermos aproveitar fielmente as oportunidades de nossos lares, nos- sas possibilidades serão maravilhosas. Se abrirmos o coração e o lar aos divinos principios da vida, poderemos ser condutos que levem correntes de força vivificante (A Ciência do Bom Viver, p. 218-220).
Segunda, 23 de outubro: O amor de Abraão por todos
Há necessidade da terna de Cristo no coração de Seus professos seguidores - amor mais profundo aos que avaliou em tão alta conta que deu a própria vida para sua salvação. Essas pessoas são preciosas, infinitamente mais preciosas do que qualquer outra oferenda que possamos apresentar a Deus. Se empenhamos toda a energia em uma obra aparentemente grande, ao passo que desprezamos os necessitados ou privamos de seu direito o estrangeiro, nosso serviço não terá a aprovação divina. [...]
O amor é o fundamento da piedade. Qualquer que seja a fé, ninguém tem verdadeiro amor a Deus se não manifestar amor altruísta pelo seu irmão. Mas nunca poderemos possuir esse espírito somente tentando amar os outros. O que é necessário é o amor de Cristo no coração. Quando o eu está imerso em Cristo, o amor brota espontaneamente. A perfeição de caráter do cristão é alcançada quando o impulso de auxiliar e abençoar outros brotar constantemente do íntimo - quando a luz do Céu encher o coração e for revelada no semblante (Parábolas de Jesus, p. 225, 226). Abraão, homem de fé, pleiteou pelos habitantes de Sodoma. Uma vez ele os tinha salvado com a espada; agora se esforçava por salvá-los pela oração. [...] Com reverência e humildade insistiu em sua súplica. [...] Sendo ele próprio pecador, rogava em favor do pecador. Todos os que se aproximam de Deus devem possuir esse espírito. Abraão manifestava, contudo, a confiança de uma criança a rogar a seu amado pai. Achegou- se ao mensageiro celeste e insistiu fervorosamente com a sua petição. [...] O amor pelas pessoas que pereciam inspirava a oração de Abraão. Ao mesmo tempo em que abominava os pecados daquela cidade corrupta, desejava que os pecadores pudessem se salvar. Seu profundo interesse Sodoma mostra a ansiedade que devemos experimentar pelos impenitentes. Devemos alimentar ódio ao pecado, mas piedade e amor para com o pecador (Vidas que Falam (MD 1971, 14 de fevereiro), p. 51).
É nosso caráter e experiência que determinam nossa influência sobre o próximo. A fim de convencer os outros acerca do poder da graça de Cristo, devemos ter experimentado Seu poder em nosso próprio coração e vida. O evangelho que apresentamos para a salvação das pessoas deve ser o evangelho pelo qual nós mesmos sejamos salvos. Só por uma fé viva em Cristo como Salvador pessoal é que se torna possível fazer sentir nossa influência num mundo incrédulo. Se queremos retirar os pecadores da impetuosa corrente, devemos firmar os pés sobre a Rocha, Jesus Cristo.
A insígnia do cristianismo não é um sinal exterior; não consiste em trazer uma cruz ou uma coroa, mas sim em tudo o que revela a união do ser humano com Deus. Pelo poder da Sua graça manifestado na transformação do caráter, o mundo será convencido de que Deus enviou Seu Filho como Redentor. Nenhuma influência que possa rodear a alma tem mais poder do que a de uma vida abnegada. O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável (A Ciência do Bom Viver, p. 300).
Terça, 24 de outubro: O espírito de oração de Abraão
Vocês estão progredindo no conhecimento da verdade? Têm viva ligação com Jesus Cristo? Sabem que Abraão tinha, e ele conversava com anjos, podendo pedir-lhes um favor. [...]
Não temos suficiente fervor em nossa fé ou em nossa experiência. [...] Espero que não haja nem um de vocês que se acomode numa posição prazerosa pelo fato de crerem na verdade. Enquanto houver uma pessoa a ser salva em todo o mundo, vocês precisam se achegar à Fonte de toda luz e poder, a fim de que possam salvar essa pessoa. Vocês não se importam em ter um molde terreno e mundano à sua experiência. Têm pessoas a ser salvas ou perdidas, e necessitam de que seja introduzido em sua vida, em seu caráter e em sua experiência muito mais de Jesus. Vocês podem ser um auxílio e uma bênção uns aos outros sendo fiéis em toda posição em que estiverem e sentindo que são representantes de Deus sobre a Terra (Este Dia com Deus [MD 1980, 27 de março], p. 93).
As lições de Cristo referentes à oração devem ser ponderadas cuidadosamente. Há uma ciência divina na oração, e Sua ilustração nos apresenta princípios que todos necessitam compreender, Mostra qual é o verdadeiro espírito da oração, ensina a necessidade de perseverança ao expormos nossas súplicas a Deus e nos assegura Sua boa vontade de ouvir as orações e a elas atender.
Nossas orações não devem ser uma solicitação egoísta, meramente para próprio. Devemos pedir para podermos dar. O princípio da vida de Cristo deve ser o princípio de nossa vida. Ele disse, referindo-Se aos discípulos: "A favor deles Eu Me santifico, para que eles também sejam santificados na verdade" (Jo 17:19). A mesma devoção, o mesmo sacrificio, a mesma submissão às reivindicações da Palavra de Deus, manifestos em Cristo, devem ser vistos em Seus servos. Nossa missão no mundo não é servir ou agradar a nós mesmos; devemos glorificar a Deus, com Ele colaborando para salvar pecadores. Devemos suplicar de Deus bênçãos para partilhar com outros. A capacidade de receber só é preservada compartilhando. Não continuar recebendo os tesouros celestiais sem os transmitir àqueles que estão ao nosso redor (Parábolas de Jesus, p. 77). Cristo está hoje diante do altar de incenso, apresentando a Deus as orações dos que desejam Seu auxílio.
Cristo erguerá acima da acusação e das discussões quem se volta para Ele em busca de refúgio. Nenhum ser humano ou anjo mau pode censurar tais pessoas. Cristo as une com Sua natureza divino-humana. Elas estão ao lado Daquele que tomou sobre Si os pecados; estão na luz que vem do trono divino. "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós" (Rm 8:33, 34; O Desejado de Todas as Nações, p. 452).
Quarta, 25 de outubro: A missão de Abraão
Ao poupar a vida do assassino Caim, Deus deu ao mundo uma demonstração de qual seria o resultado de permitir que o pecador continuasse vivendo em desenfreada iniquidade. Pela influência do ensino e exemplo de Caim, multidões de seus descendentes foram levadas ao pecado, até "que a maldade do homem se havia multiplicado na Terra e [...] era continuamente mau todo desígnio do seu coração". "A Terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência" (Gn 6:5, 11).
Por misericórdia para com o mundo, Deus eliminou seus ímpios habitantes no tempo de Noé. Também por misericórdia, destruiu os corruptos habitantes de Sodoma. Mediante o poder enganador de Satanás, os praticantes da iniquidade obtêm simpatia e admiração, e assim estão constantemente levando outros à rebeldía. O mesmo ocorreu no tempo de Caim e Noé, e no tempo de Abraão e Ló; e o mesmo ocorre também em nosso tempo. É por misericórdia para com o Universo que Deus finalmente destruirá os que rejeitam Sua graça (O Grande Conflito, p. 453).
"O Sol estava nascendo sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar" (Gn 19:23). Os brilhantes raios da manhã pareciam falar apenas de prosperidade e paz às cidades da planície. Começou a agitação da vida ativa nas ruas; homens seguiam seus vários caminhos, preocupados com os negócios ou prazeres do dia. Os genros de Ló caçoavam dos temores e advertências do "velho caduco". De repente e de forma inesperada, como se fosse o es- trondo de um trovão provindo de um céu sem nuvens, a tempestade começou. O Senhor fez chover do céu "enxofre e fogo" (v. 24) sobre as cidades e a fértil planície; seus palácios e templos, suntuosas habitações, jardins e vinhedos, e as multidões que buscavam prazeres, as quais ainda na noite anterior insultaram os mensageiros do Céu - tudo foi consumido. [...]
Aprendemos a terrível e solene lição de que, ao mesmo tempo que a misericórdia de Deus suporta longamente o transgressor, há um limite além do qual os homens não podem ir no pecado. Quando é atingido aquele limite, a oferta de misericórdia é retirada e inicia-se a execução do juízo (Patriarcas e Profetas, p. 130).
Cada um dos que professam o nome de Cristo deve ser obreiro zeloso e altruísta, decidido a defender os princípios da justiça. Cada pessoa deve desempenhar parte ativa para fomentar a causa de Deus. Qualquer que seja nossa vocação, como cristãos, temos uma obra a fazer - tornar Cristo. conhecido ao mundo. Devemos ser missionários que tenham como alvo principal converter pessoas para Cristo.
Deus confiou à Sua igreja a obra de difundir a luz e disseminar a mensagem de Seu amor. Nossa ocupação não consiste em condenar nem denunciar, mas em atrair juntamente com Cristo, rogando aos homens que se reconciliem com Deus. Devemos encorajar as pessoas, atraí-las, e assim ganhá-las para o Salvador (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 338).
Quinta, 26 de outubro: Submissão à vontade divina
Em Sua providência, o Senhor trouxera essa prova a Abraão para lhe ensinar lições de submissão, paciência e fé; lições que deveriam ser registradas para benefício de todos os que mais tarde fossem chamados a suportar a aflição. Deus dirige Seus filhos por um caminho que eles não conhecem, mas não se esquece dos que Nele põem a confiança nem os rejeita. Permitiu que a aflição sobreviesse a Jó, mas não o abandonou Consentiu que o amado João fosse exilado na solitária ilha de Patmos, mas o Filho de Deus o encontrou ali, e sua visão esteve repleta de cenas de glória imortal.
Deus permite que as provações assaltem Seu povo, a fim de que, por sua fidelidade e obediência, sejam espiritualmente enriquecidos e seu exemplo possa ser uma fonte de força aos outros. "Eu é que sei que pensamentos tenho a respeito de vocês', diz o Senhor. 'São pensamentos paz e não de mal, para dar-lhes um futuro e uma esperança" (Jr 29:11). As mesmas provações que da maneira mais severa testam nossa fé e fazem parecer que Deus nos abandonou devem nos levar para mais perto de Cristo, para que possamos depor todos os nossos fardos aos Seus pés e experimentar a paz que Ele, em troca, nos dará (Patriarcas e Profetas, p. 99).
Devemos diariamente abrigar um espírito de inocente submissão e orar para que nossos olhos sejam ungidos com o colírio celestial a fim de que saibamos discernir as indicações da vontade divina, para não se tor narem confusas nossas ideias, porque nossa vontade parece totalmente controladora. Com os olhos da fé e submissão de filhos obedientes, temos de olhar para Deus, seguindo-Lhe a guia, e as dificuldades desaparecerão. A promessa é: "Eu o instruirei e lhe ensinarei. [...] Sob as minhas vistas, Te darei conselho" (SI 32:8).
Se nos achegarmos a Deus com espírito humilde e receptivo, não com os nossos planos já todos formulados antes de Lhe pedirmos, e elaborados de acordo com a nossa própria vontade, mas submissos, dispostos a ser ensinados, com fé, é então nosso privilégio reivindicar a promessa a cada hora do dia. Desconfiando de nós mesmos, precisamos guardar-nos contra nossas inclinações e tendências fortes, para que não sigamos nossa mente e nossos planos, pensando serem o caminho do Senhor (Para Conhecê-Lo [MD 1965, 31 de agosto), p. 249).
Cristo recomendou a Seu povo que orasse sem cessar. Isso não quer dizer que devamos sempre estar de joelhos; mas que a oração deve ser como a respiração da alma. Nossas silenciosas petições, seja onde for que estejamos, devem estar ascendendo a Deus, e Jesus, nosso Advogado, intercede por nós, erguendo com o incenso de Sua justiça os nossos pedidos ao Pai O Senhor Jesus ama a Seu povo, e quando eles põem Nele a confiança, Dele dependendo inteiramente, fortalece-os. Viverá por meio deles, dando-lhes a inspiração de Seu Espírito santificador, comunicando ao coração uma transfusão vital de Si mesmo (Para Conhecê-Lo [MD 1965, 13 de março), p. 78).
Sexta, 27 de outubro: Estudo adicional
Exaltai-O [MD 1992], 11 de outubro, p. 299 ("Amor - a evidência do discipulado").
Olhando Para o Alto [MD 1983), 9 de setembro, p. 260 ("Coragem no Senhor").











