Sábado, 11 de novembro
As Escrituras do Antigo Testamento eram o livro-texto de Israel. Quando o doutor da lei foi a Cristo com a pergunta: "Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" - considerem essa pergunta, pois a resposta serve a todos quantos formulam semelhante indagação, o Salvador disse: "O que está escrito na Lei? Como você a entende? A isto ele respondeu: 'Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.' E: 'Ame o seu próximo como você ama a si mesmo. Então Jesus lhe disse: Você respondeu corretamente. Faça isto e você viverá" (Lc 10:25-28).
Mesmo se não houvesse outro texto na Bíblia, essa declaração contém luz suficiente e conhecimento e segurança para toda pessoa. O doutor da lei havia respondido a sua própria pergunta, mas tentando justificar-se, disse a Jesus: "Quem é o meu próximo?" (Lc 10:29). Então, pela parábola do Bom Samaritano, Cristo revelou quem é nosso próximo, e nos dá um exemplo do amor que deveríamos manifestar àqueles que sofrem e estão em necessidade. O sacerdote e o levita, cujo dever era o de ministrar às necessidades do estranho, passaram pelo outro lado (Olhando Para o Alto [MD 1983, de julho), p. 209).
O verdadeiro discípulo de Cristo procurará imitar o Modelo. Seu amor conduzirá à perfeita obediência. Ele se esforçará para fazer a vontade de Deus na Terra como é feita no céu. Aquele cujo coração ainda está maculado pelo pecado não pode ser zeloso de boas obras; ele não está ansioso para se abster do mal, não é vigilante e cuidadoso com seus próprios motivos e conduta, não controla sua língua desenfreada; não tem o cuidado de negar a si mesmo e tomar a cruz de Cristo. Essas pobres pessoas iludidas não observam os primeiros quatro preceitos do Decálogo, que definem o dever do homem para com Deus, e também não observam os últimos seis mandamentos, que definem o dever do ser humano para com seus semelhantes.
Os frutos do Espírito, que regem no coração e comandam a vida, são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, ternos afetos de misericórdia e humildade de espírito. Os crentes verdadeiros andam segundo o Espírito, e o Espírito de Deus habita neles (Este Dia com Deus [MD 1980], 9 de outubro, p. 289).
Há lições práticas na Palavra de Deus. [...] Essa Palavra ensina princípios vivos e santos que inspiram as pessoas a fazer a outras o que gostariam que fizessem a elas, princípios que devem trazer para sua à vida diária aqui e levar para a escola do alto. [...] O altar e o arado são experiências para todos quantos buscam a vida eterna. Sabemos bem pouco da grandeza do amor e compaixão de Deus. [...] O Céu é nosso lar. Nossa cidadania está no alto, e nossa vida não deve ser dedicada ao mundo, que logo será destruído. Precisamos da Palavra de Deus revelada em caracteres vivos. Que linguagem pura e excelente é encontrada na Palavra de Deus! Que princípios elevadores e enobrecedores! (Olhando Para o Alto [MD 1983, 20 de julho), p. 209).
Domingo, 12 de novembro: A pergunta mais importante
A pergunta que o doutor da lei apresentou a Cristo foi de consequência vital. Os fariseus que haviam induzido o doutor da lei a apresentar essa pergunta estavam esperando que o Senhor Jesus a respondesse de modo que pudessem achar algo contra Ele pelo que eles pudessem acusá-Lo e condena-Lo diante do povo. O domínio próprio de Cristo, a sabedoria e autoridade com que Ele falava era algo que eles não podiam interpretar.
Quando a pergunta foi feita pelo doutor da lei, Cristo sabia que a sugestão havia partido de Seus mais ardorosos inimigos, que estavam preparando uma armadilha para apanhá-Lo em Suas palavras. O Senhor Jesus respondeu à pergunta transferindo o peso da resposta ao doutor da lei de modo que ele respondesse à sua própria pergunta perante a multidão: "O que está escrito na Lei? Como você a entende? A isto ele respondeu: "Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.' E: 'Ame o seu próximo como você ama a si mesmo. Então Jesus lhe disse: 'Você respondeu corretamente. Faça isto e você viverá" (Lc 10:26-28). Obediência aos mandamentos de Deus é o preço da vida eterna (Olhando Para o Alto [MD 1983, 26 de julho), p. 215).
Lembrem-se de que não há um só motivo no coração de qualquer pessoa que o Senhor não veja claramente. Os motivos de cada um são pesados tão cuidadosamente como se o destino de cada ser humano dependesse unicamente desse resultado. Precisamos de uma conexão com o poder divino para que possamos ver a luz mais claramente e ter uma compreensão de como raciocinar da causa para o efeito. Precisamos cultivar as faculdades da compreensão, sendo coparticipantes da natureza divina e nos livrando da corrupção das paixões que há no mundo. Que todos considerem cuidadosamente esta solene verdade: Deus, no Céu, é verdadeiro, e não há um único propósito, por mais complicado que seja, um único motivo, por mais cuidadosamente oculto que esteja, que Ele não compreenda claramente (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 3, p. 1314, 1315).
Não permitam que coisa alguma tire sua atenção do ponto: "Que farei para herdar a vida eterna?" (Lc 10:25). Essa é uma questão de vida e morte que cada um de nós deve definir para a eternidade. Que nossa mente seja preenchida com a importância da solene verdade que possuímos! [...]
Deus deseja que homens e mulheres pensem com sobriedade e sinceramente. Devem elevar-se a um grau cada vez mais alto, dominando um horizonte cada vez mais amplo. Olhando para Jesus, devem ser transformados à Sua imagem. Devem empregar seu tempo em busca das profundas, eternas e celestiais verdades. [...] Assim, à medida que Dele aprendem, seus motivos e compaixões tornam-se firmes e imutáveis, pois as impressões produzidas pelo Onisciente são substanciais e duradouras. A água viva que Cristo dá não é como uma nascente superficial, que borbulha por um pouco e depois seca. A água viva jorra para a vida eterna (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 145).
Segunda, 13 de novembro: O método e a resposta de Jesus
Por toda parte, as pessoas estão descontentes. Anseiam algo que satisfaça sua necessidade espiritual. Somente uma Pessoa pode satisfazer essa necessidade. O que o mundo necessita é Cristo, "o Desejado de todas as nações" (Ag 2:7, ARC). A graça divina que só Ele pode comunicar é uma água viva, purificadora, refrescante e revigoradora.
Jesus não queria dar a ideia de que um único gole da água da vida basta para aquele que a recebe. Quem experimenta o amor de Cristo deseja- rá continuamente mais; mas não busca nenhuma outra coisa. As riquezas, honras e prazeres zeres do mundo não o atraem. O contínuo grito de sua alma é: "Mais de Ti." E Aquele que revela ao coração suas necessidades está à espera, para lhe saciar a fome e a sede. Toda segurança e todo recurso de origem humana falharão. As cisternas ficarão vazias, os poços se secarão; porém, nosso Redentor é uma fonte inesgotável. Podemos beber, e beber mais, e sempre encontraremos novo abastecimento. Aquele em quem Cristo habita tem em si mesmo a fonte da bênção - "uma fonte de água a jorrar para a vida eterna" (Jo 4:14, ARC). Dessa fonte poderá tirar forças e graça suficientes para todas as suas necessidades (O Desejado de Todas as Nações, p. 138, 139).
Cristo explicou-lhes a parábola, da mesma forma em que tornará clara Sua Palavra a todos aqueles que O procuram em sinceridade de coração. Os que estudam as Escrituras com o coração aberto para a iluminação do
Espírito Santo não permanecerão em trevas quanto ao seu significado. "Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se Eu falo por Mim mesmo" (Jo 7:17). Todos os vão a Cristo com o desejo de um conhecimento mais claro da verdade o receberão. Ele lhes desdobrará os mistérios do reino dos Céus, que serão compreendidos pelos corações que anelam conhecer a verdade. Uma luz celestial raiará no templo da alma e será revelada a outros como o brilho refulgente de uma lâmpada em estrada tenebrosa (Parábolas de Jesus, p. 14).
Os mensageiros de Deus são encarregados de assumir o próprio trabalho que Cristo efetuou enquanto esteve na Terra. Devem dedicar-se a todo ramo ministerial que Ele levou avante. Com diligência e sinceridade, devem falar aos seres humanos das insondáveis riquezas e dos imperecíveis tesouros do Céu. Devem estar cheios do Espírito Santo. Devem repetir os oferecimentos celestiais de paz e perdão. Devem apontar para os portões da cidade de Deus, dizendo: "Bem-aventurados" os que guardam os Seus mandamentos, "para que tenham direito à árvore da vida e entrem na cidade pelos portões" (Ap 22:14; Este Dia com Deus [MD 1980, 22 de janeiro), p. 28).
Terça, 14 de novembro: Para herdar a vida eterna
O doutor da lei não estava satisfeito com a atitude nem com as obras dos fariseus. Tinha estudado as Escrituras com o desejo de aprender seu verdadeiro significado. Tinha interesse real na questão e perguntou com sinceridade: "Que farei para herdar a vida eterna?" (Lc 10:25). Em sua resposta a respeito dos requisitos da lei, passou por alto toda a multidão de preceitos cerimoniais e rituais. A esses ele não deu importância, mas apresentou os dois grandes princípios de que dependem toda a Lei e os Profetas. O assentimento do Salvador a essa resposta O colocou em posição vantajosa para com os rabinos. Não podiam condená-lo por sancionar o que havia sido proferido por um expositor da lei. [...]
Cristo sabia que ninguém poderia obedecer à lei por sua própria força. Desejava induzir o doutor da lei a um estudo mais esclarecedor e minucioso para que ele encontrasse a verdade. Somente aceitando a virtude e a graça de Cristo podemos observar a lei. A fé na propiciação pelo pecado habilita o humano decaído a amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo.
O doutor sabia que não tinha guardado nem os primeiros quatro nem os últimos seis mandamentos. Foi convencido pelas penetrantes palavras de Cristo, mas, em vez de confessar seu pecado, procurou justificar-se. Em vez de reconhecer a verdade, ele tentou mostrar quanto é difícil cumprir os mandamentos. Desse modo, esperava rebater a convicção e se justificar aos olhos do povo (Parábolas de Jesus, p. 222).
Em todas as Suas lições, Cristo procurava gravar na mente e no coração de Seus ouvintes os princípios que sustentam Sua grande norma de justiça. Ele lhes ensinava o fato de que se guardassem os mandamentos de Deus, em sua vida diária deveria ser manifestado o amor a Deus e ao próximo. Procurava inspirar em seu coração o amor que Ele sentia pela humanidade. Assim Ele semeava as sementes da verdade, cujos frutos produziriam uma rica colheita de santidade e beleza de caráter. Essa santa influência terá abrangência não apenas enquanto o tempo durar, mas seus resultados serão sentidos por toda a eternidade. Ela santificará as ações e exercerá influência purificadora onde quer que exista (Refletindo a Cristo [MD 1986, 16 de fevereiro), p. 53).
Qualquer negligência do dever para com os necessitados e doentes é negligência do dever para com Cristo, na pessoa de Seus santos. Quando perante Deus se passarem em revista os casos de todos, não se fará a pergunta: Que professaram? mas sim: Que fizeram eles? Foram praticantes da Palavra? Viveram apenas para si mesmos? Ou se tornaram hábeis em obras de beneficência, em atos de bondade, em amor, preferindo os outros a si mesmos e negando-se a si próprios a fim de que fossem uma bênção aos outros? Se o registro mostrar que essa foi sua vida, que seu caráter foi assinalado pela ternura, renúncia e beneficência, receberão então de Cristo a bem-aventurada declaração: "Muito bem" (Mt 25:21; Para Conhecê-Lo [MD 1965, 24 de novembro], p. 334).
Quarta, 15 de novembro: Amar os outros como amamos a nós mesmos
Deixar alguém sofrendo sem auxílio é uma ruptura na lei de Deus. [...] Quem ama a Deus, não somente ama a seu semelhante, mas olhará com terna compaixão as criaturas feitas por Ele. Quando o Espírito de Deus habita no ser humano, leva-o a aliviar o sofrimento em vez de causá-lo. [...] Devemos atender a todas as situações de sofrimento e nos considerar agentes de Deus, fazendo tudo o que pudermos para ajudar os necessitados. Devemos colaborar com Deus. Algumas pessoas demonstram grande afeição por sua família, amigos e pessoas favoritas, ao mesmo tempo em que deixam de ser corteses e atenciosas com outras pessoas que requerem delicada simpatia, bondade e amor. Com o coração sincero, devemos perguntar: "Quem é o meu próximo?" Nosso próximo é mais do que apenas nossos vizinhos e amigos pessoais, ou pessoas que frequentam nossa igreja ou compartilham de nossa forma de pensar. Nosso próximo inclui toda a família humana. Devemos fazer o bem a todos, principalmente aos da família da fé. Devemos dar ao mundo uma demonstração do que significa cumprir a lei de Deus. Devemos amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Filhos e Filhas de Deus [MD 2005, 15 de fevereiro), p. 52).
Falsos mestres haviam levado aos gálatas doutrinas que se opunham ao evangelho de Cristo. Paulo procurou expor e corrigir esses erros. [...] Procurou, pois, impressionar os irmãos com a importância de buscarem ajudar-se uns aos outros, em amor. Declarou que todas as reivindicações da lei que estabelecem nosso dever para com os semelhantes cumprem- se no amor mútuo. [...] Por meio de constante oração, tinham de buscar a guia do Espírito Santo, que os levaria ao amor e à unidade (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 205, 206).
Quando a lei de Deus é escrita no coração, será manifestada numa vida pura e santa. Os mandamentos de Deus não são letra morta. São espírito e vida, pondo as imaginações e mesmo os pensamentos em sujeição à vontade de Cristo. O coração em que eles são inscritos será guardado com toda a diligência; porque dele procedem as fontes da vida. Todos os que amam a Jesus e guardam os mandamentos procurarão evitar a própria aparência do mal, não porque sejam compelidos a fazê-lo, mas porque estão imitando um modelo puro e rejeitam tudo que se opõe à lei inscrita em seu coração. Não se considerarão autossuficientes, pois sua confiança estará em Deus, o único capaz de livrá-los do pecado e da impureza. A atmosfera que os envolve é pura; eles não corromperão sua própria alma ou a alma de outros. Seu prazer é praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente diante de Deus (Este Dia com Deus [MD 1980, 17 de maio], p. 144).
Quinta, 16 de novembro: A história atual do bom samaritano
Há muitos que perguntam, como o doutor da lei: "Quem é o meu próximo?" (Lc 10:29). [...] Todo aquele que está padecendo necessidade é nosso próximo. Cada errante filho e filha de Adão que foi iludido por Satanás e escravizado por hábitos errôneos que debilitam a masculinidade ou feminilidade dada por Deus, é meu próximo. [...]
Precisamos pensar nas pessoas e nos interessarmos por elas, que necessitam de nosso amor, ternura e cuidado. Devemos nos lembrar constantemente de que somos representantes de Cristo e que devemos repartir as bênçãos que Ele dá, não com aqueles que podem nos recompensar em mas com os que irão apreciar as dádivas que suprirão suas necessidades temporais e espirituais. [...]
As boas ações são os frutos que Cristo requer que produzamos: palavras gentis, atos de bondade e de terna consideração para com os pobres, necessitados e aflitos. Quando corações se solidarizam com aqueles que estão sobrecarregados de desânimo e pesares, quando as mãos se
estendem para socorrer os necessitados, quando os nus são vestidos, e os estrangeiros são convidados a se assentar em nossa sala e a ocupar um lugar em nosso coração, os anjos se aproximam e uma melodia responsiva ecoa no Céu (Refletindo a Cristo [MD 1986, 26 de agosto), p. 244).
Sem uma viva fé em Cristo como Salvador pessoal, é impossível fazer com que nossa influência seja sentida em um mundo cético. Não podemos dar a outros aquilo que nós mesmos não possuímos. Nossa influência para benefício e reerguimento da humanidade é proporcional à nossa própria devoção e consagração a Cristo. Caso não haja real serviço, nem genuíno amor, nem realidade de experiência, não há poder para ajudar, nem comunhão com o Céu, nem sabor de Cristo na vida. [...] "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso de nada me adiantará" (1Co 13:1-3).
Quando o amor enche o coração, flui para os outros, não por causa de favores recebidos deles, mas porque o amor é o princípio da ação. O amor modifica o caráter, rege os impulsos, subjuga a inimizade e enobrece as afeições. Esse amor é vasto como o Universo e está em harmonia com o dos anjos ministradores. Nutrido no coração, adoça a vida inteira e derrama seus benefícios sobre todos ao redor (O Maior Discurso de Cristo, p. 29, 30).
Sexta, 17 de novembro: Estudo adicional
Fé e Obras, p. 52, 53 ("O que Deus requer").
Atos dos Apóstolos, p. 202, 203 ("Chamado a um Padrão Mais Elevado").
Anotações