Sábado, 4 de novembro
Jesus não quer que os que estão empenhados em Seu serviço sejam ansiosos por recompensas, nem achem que devem receber compensação por tudo que fazem. O Senhor quer que nossa mente siga um rumo diferente; pois Ele "não về como vê o homem" (Rom 16:7). Ele não julga pela aparência, mas avalia o ser humano pela sinceridade de seu coração. [...]
Paulo conservava sempre em vista a coroa da vida que lhe seria dada, e não somente a ele, mas também a todos os que amam a vinda do Senhor. Foi a vitória obtida pela fé em Jesus Cristo que tornou a coroa tão desejável. Ele sempre exaltou a Jesus. Toda a vanglória do talento, de vitória em nós mesmos, está fora de lugar. "Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o SENHOR" (Jr 9:23, 24; Conselhos Sobre Mordomia, p. 230, 231).
O Senhor deseja que descansemos Nele sem pensar na medida da recompensa. Quando Cristo habita na alma, o pensamento de remuneração não é supremo. Essa não é a motivação principal do nosso serviço. É verdade que, num sentido secundário, devemos considerar a recompensa. Deus deseja que apreciemos as bênçãos prometidas, mas não que sejamos ávidos de remuneração nem sintamos que, para cada serviço, de- vamos receber compensação. Não devemos estar tão ansiosos de obter o galardão como de fazer o que é justo, independentemente de todo o ganho. O amor a Deus e aos nossos semelhantes deve ser nossa motivação (Parábolas de Jesus, p. 235).
O serviço voluntário e a agradável abnegação [...] é o único espírito que deve atuar nos seguidores de Jesus. Nosso divino Mestre deu o exemplo de como Seus discípulos devem trabalhar. Aqueles a quem ordenou: "Venham Comigo, e Eu os farei pescadores de gente" (Mt 4:19), não ofereceu qualquer soma em troca de seus serviços. Eles deviam partilhar com Ele da abnegação e do sacrificio.
Não é pelo salário que recebemos que devemos trabalhar. O motivo que nos dispõe ao trabalho para Deus não deve ter em si nada que aparente atitudes egoístas. Abnegada devoção e espírito de sacrifício têm sido e
serão sempre o primeiro requisito do culto aceitável. Nosso Senhor e Mestre deseja que nenhum traço de egoísmo seja encontrado em Sua obra. Aos nossos esforços devemos acrescentar o tato e a habilidade, a precisão e a sabedoria que o Deus da perfeição exigiu dos construtores do santuário terrestre; contudo, em todas as nossas atividades, devemos lembrar que os maiores talentos e os mais esplèndidos serviços são aceitáveis somente quando o eu é posto sobre o altar para consumir-se como um sacrifício vivo (Profetas e Reis, p. 36).
Domingo, 5 de novembro: Compartilhar as boas-novas
A primeira obra de Cristo na Terra, depois de Sua ressurreição, foi convencer os discípulos de Seu imutável amor e terna preocupação por eles. Para lhes mostrar que era seu vivo Salvador, que havia quebrado as correntes do túmulo e que não mais podia ser retido pelo inimigo, a morte; e para revelar que tinha o mesmo coração de amor de quando andava com eles como seu amado Mestre, apareceu a eles várias vezes. Queria estreitar ainda mais os laços de amor com eles. "Vão dizer aos Meus irmãos", disse Ele, "que se dirijam à Galiléia" (Mt 28:10).
Quando ouviram essa ordem, dada de maneira tão clara, os discípulos começaram a pensar nas palavras de Cristo, predizendo Sua ressurreição. Mas, mesmo naquele momento, não se alegraram. Não podiam afastar de si as dúvidas e preocupações. Mesmo quando as mulheres tinham declarado ter visto o Senhor, os discípulos não queriam crer. Pensavam que era apenas ilusão delas (O Desejado de Todas as Nações, p. 636).
Quantos ainda fazem o mesmo que esses discípulos! Quantos repetem o desesperado lamento de Maria: "Tiraram o Senhor [...], e não sabemos onde O colocaram" (Jo 20:2). Muitos precisam ouvir as palavras do Salvador: "por que você está chorando? A quem você procura?" (v. 15). Ele está bem próximo deles, mas seus olhos cegados pelo choro não O reconhecem. Ele fala com eles, mas não compreendem.
Ah, se a cabeça abaixada se erguesse, se os olhos se abrissem para ve-Lo e os ouvidos escutassem Sua voz! "Vão depressa e digam aos Seus discípulos que Ele (Mt 28:7). Convide-os a olhar, não para o sepulcro novo de José, fechado com uma grande pedra e selado com o selo romano. Cristo não está lá. Não olhe para o sepulcro vazio. Não se lamente como os que estão sem esperança e desamparados. Jesus vive. E, porque Ele vive, nós também viveremos. De corações agradecidos, de lábios tocados con o fogo sagrado, ressoe o alegre cântico: Cristo ressuscitou! Ele vive para interceder por nós. Apegue-se a essa esperança, e ela o firmará como uma âncora segura e provada. Creia, e você verá a glória de Deus! (O Desejado de Todas as Nações, p. 637).
Devemos cultivar a bondade e a cortesia no contato com aqueles a quem encontramos. [...] Procuremos sempre apresentar a verdade de maneira fácil. Essa verdade significa vida, e vida eterna para o recebedor. Estudem, portanto, para passar fácil e cortesmente dos assuntos de natureza temporal para os espirituais e eternos. [...] Enquanto vocês andam pelo caminho ou se sentam à beira da estrada, podem deixar cair em algum coração a semente da verdade.
Há trabalho a ser feito para o Mestre. Há pessoas que podem, por nossa influência, ser levadas a Cristo. Quem está pronto a se empenhar nessa obra, de todo o coração? (Nossa Alta Vocação [MD 1962, 22 de outubro), p. 299).
Segunda, 6 de novembro: Um fundamento profético
Jesus permaneceu com Seus discípulos 40 dias, e isso lhes proporcionou satisfação e alegria ao coração, quando Ele desvendou-lhes mais amplamente as realidades do reino de Deus. Ele os havia comissionado a dar testemunho das coisas que tinham visto e ouvido, concernentes Seu sofrimento, morte e ressurreição; de que Ele tinha feito um sacrifício pelo e que todos que desejassem poderiam ir a Ele e encontrar vida. Com fiel ternura disse-lhes que seriam perseguidos e angustiados, mas encontrariam alívio recordando-se de sua experiência e lembrando- se das palavras que Ele lhes havia falado. Contou-lhes que tinha vencido as tentações de Satanás e obtido vitória através de provações e sofrimentos. Satanás não mais poderia ter poder sobre Ele e faria suas tentações recaírem mais diretamente sobre os discípulos e sobre todos os que cressem em Seu nome. Contudo, eles poderiam vencer, assim como Ele venceu. Jesus dotou Seus seguidores de poder para realizar milagres e disse-lhes que, embora fossem perseguidos pelos homens ímpios, Ele enviaria Seus anjos, de tempos em tempos, para livrá-los; a vida deles não poderia ser tirada antes que sua missão se cumprisse. Poderia então ser-lhes exigido que selassem com o sangue os testemunhos que dessem (Primeiros Escritos, p. 178).
Aqueles têm Jesus habitando no coração pela fé receberam realmente o Espírito Santo. Todo indivíduo que recebe Jesus como seu Salvador pessoal tão certamente recebe também o Espírito Santo para ser seu Conselheiro, Santificador, Guia e Testemunha. Quanto mais próximo o crente anda com Deus, mais claro é o seu testemunho e, como resultado certo, mais poderosa será sobre os outros a influência de seu testemunho do amor de um Salvador; mais ele dará evidência de que preza a Palavra de Deus. É sua comida e sua bebida, para satisfazer a alma sedenta. Ele preza o privilégio de aprender a vontade de Deus a partir de Sua Palavra (Olhando Para o Alto (MD 1983, 5 de janeiro), p. 13).
Crer em Cristo é essencial à vida espiritual. Os que se banqueteiam com a Palavra nunca têm fome, nunca sentem sede e não desejam nunca qualquer bem elevado superior. O mais verdadeiro, o mais exaltado conhecimento, encontra-se na Palavra de Deus. Hå eloquência em sua simplicidade. [...]
A Bíblia é nosso guia nos caminhos seguros que conduzem à vida eterna. Deus inspirou homens a escrever aquilo que nos apresentará a verdade, que atrairá é que, sendo praticado, habilitará o recebedor a adquirir força moral para ocupar um lugar entre as mentes mais altamente educadas. A mente de todos os que tornam a Palavra de Deus o seu estudo será ampliada. Mais que qualquer outro, este estudo é capaz de aumentar a faculdade perceptiva e dotar cada faculdade com uma nova força. Leva-nos a íntima ligação com todo o Céu, comunicando sabedoria, conhecimento e compreensão. [...] O evangelho é comparado ao alimento espiritual, que satisfaz o apetite espiritual do ser humano. Em todo caso, é justamente disso que a pessoa necessita (Filhos e Filhas de Deus (MD 2005, 4 de março), p. 70).
Terça, 7 de novembro: Espera e missão
Os ansiosos seguidores de Cristo alegremente Lhe escutaram os ensinos, absorvendo com avidez cada palavra que vinha de Seus lábios. Sabiam, agora com certeza, que Ele era o Salvador do mundo. Suas palavras lhe calavam profundamente no coração, e entristeciam-se de que logo devessem separar-se de seu Mestre celestial e não mais ouvir de Seus lábios palavras confortadoras e graciosas. Mas de novo seu coração se aqueceu de amor e extraordinária alegria, quando Jesus lhes disse que iria preparar-lhes moradas, que viria outra vez e os receberia, para que pudessem estar sempre com Ele. Prometeu também enviar o Consolador, o Espírito Santo, para guiá-los em toda verdade. "E, erguendo as mãos, os abençoou" (Lc 24:50; Primeiros Escritos, p. 178, 179).
Nós também temos que ter um tempo para a meditação e a oração, para receber conforto espiritual. Não apreciamos como deveríamos o poder e a eficácia da oração. A oração e a fé farão o que nenhum poder da Terra conseguirá realizar. [...]
As tentações a que todos os dias estamos expostos fazem da oração uma necessidade. Os perigos nos assaltam em todo o caminho. Aqueles que procuram resgatar os outros do vício e da ruína estão particularmente expostos à tentação. Em constante contato com o mal, necessitam apegar-se firmemente a Deus, para não serem eles mesmos corrompidos. [...]
Quando permitimos que nossa comunhão com Deus seja quebrada, ficamos sem defesa. Todos os bons objetivos e boas intenções que tenhamos não nos tornarão aptos a resistir ao mal. Devemos ser homens e mulheres
de oração. Nossas petições não devem ser débeis, ocasionais nem apressadas, mas fervorosas, perseverantes e constantes. Para orar não é necessário que estejamos sempre prostrados, de joelhos. Cultivemos o hábito de falar com o Salvador quando a sós, quando estamos caminhando e quando ocupados com os trabalhos diários. Que nosso coração se eleve continuamente, em silêncio, pedindo auxílio, luz, força, conhecimento. Que cada respiração seja uma oração! (A Ciência do Bom Viver, p. 328, 329).
Os que pertencem à família da fé nunca devem negligenciar suas reuniões; pois esse é o meio designado por Deus para levar Seus filhos à unidade, a fim de que, em amor cristão e companheirismo possam ajudar, fortalecer e animar uns aos outros.
Como irmãos de nosso Senhor, somos chamados com uma santa vocação a uma vida santa e feliz. Havendo entrado no caminho estreito da obediência, restauremos nossa mente pela comunhão uns com os outros e com Deus. À medida que vemos aproximar-se o dia de Deus, reunamo- nos muitas vezes para estudar a Sua Palavra e exortar-nos uns aos outros e tirarmos todo proveito possível a fim de preparar-nos, na maneira devida, para receber nas assembleias celestiais o cumprimento do penhor de nossa herança (Nossa Alta Vocação [MD 1962, 9 de junho), p. 164).
Quarta, 8 de novembro: A quem crucificaram
No dia de Pentecostes o Infinito Se revelou poderosamente à igreja. Por Seu Santo Espírito, desceu das alturas do Céu como um vento impetuoso, para o recinto em que estavam reunidos os discípulos. Palavras de penitência e confissão de pecados misturavam-se com hinos de louvor pelo perdão dos pecados. Ouviam-se palavras de ações de graças e de profecia. Todo o Céu como que se inclinava para contemplar e adorar a sabedoria do incomparável e incompreensível amor.
Os apóstolos e discípulos perdiam-se em enlevo, exclamando: "Aqui está o amor!" Apoderaram-se do dom comunicado. Tinham o coração repleto de um sentimento de benevolência tão plena, tão profunda, tão vasta, que os impelia a ir até os confins da Terra, testificando: Não permita Deus que nos gloriemos, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Estavam possuídos de um intenso desejo de agregar à igreja os que devessem ser salvos (Para Conhecê-Lo [MD 1965, 4 de dezembro), p. 344).
Três mil almas foram acrescentadas à igreja. Os apóstolos falavam pelo poder do Espírito Santo, e suas palavras não podiam ser controvertidas, pois eram confirmadas por poderosos milagres, operados por eles mediante o derramamento do Espírito de Deus. Os próprios discípulos estavam atônitos ante o resultado dessa visitação, e com a rápida e abundante colheita de almas. Todo o povo estava cheio de assombro. [...]
Somente os argumentos dos apóstolos, embora claros e convincentes, não teriam removido o preconceito dos judeus, que resistiram a tantas evidências. Mas o Espírito Santo enviou tais argumentos com divino poder a seus corações. Eles eram como afiadas setas do Todo-poderoso, convencendo- os de sua terrível culpa em haverem rejeitado e crucificado o Senhor da glória. "Quando ouviram isso, ficaram muito comovidos e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro respondeu: Arrependam-se, e cada um de vocês seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos seus pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo" (At 2:37, 38; História da Redenção, p. 245).
Logo ocorrerão mudanças específicas e rápidas, e o povo de Deus será revestido do Espírito Santo, de modo que, com sabedoria celestial, em frente às emergências desta época, neutralize o máximo possível a influência desmoralizadora do mundo. Se a igreja não estiver dormindo, se os seguidores de Cristo vigiarem e orarem, poderão ter entendimento para compreender e avaliar as tramas do inimigo.
O fim está próximo! Deus convida a igreja a pôr em ordem aquilo que resta organizar. Os cooperadores de Deus são capacitados pelo Senhor para levar outros ao reino. Devemos ser agentes vivos de Deus, condutos de luz para o mundo, pois há anjos celestiais comissionados por Cristo para nos suster, fortalecer e amparar no trabalho em favor da salvação de pessoas (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 345).
Quinta, 9 de novembro: Uma imagem da igreja primitiva
Depois de receberem o Espírito Santo, os discípulos saíram a proclamar um Salvador ressurgido, sendo seu desejo único a salvação das pessoas. Alegravam-se na doce comunhão com os santos. Eram ternos, corteses, abnegados, dispostos a fazer qualquer sacrifício pela causa da verdade. Em sua diária associação mútua, revelavam o amor que Cristo lhes ordenara revelar. Por palavras e atos abnegados, procuravam acender esse amor em outros corações. Os crentes devem sempre cultivar o amor que enchia o coração dos apóstolos depois de receberem o Espírito Santo. Devem avançar em obediência voluntária ao novo mandamento. "Assim como Eu os amei, que também vocês amem uns aos outros" (Jo 13:34). Devem estar ligados a Cristo de forma tão íntima que serão capacitados para cum- prir Suas exigências. O poder de um Salvador capaz de os justificar por Sua justiça ser engrandecida (Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 197).
O apóstolo Paulo exorta seus irmãos a manifestarem em sua vida o poder da verdade que ele lhes apresentara. Por sua mansidão e bondade. paciência e amor, deviam exemplificar o caráter de Cristo e as bênçãos de Sua salvação. Só há um corpo, e um Espírito, um Senhor, uma fé. Como
membros do corpo de Cristo, todos os crentes são animados pelo mesmo espírito e a mesma esperança. Divisões na igreja desonram a religião de Cristo perante o mundo e dão ocasião aos inimigos da verdade para justificar seu procedimento. As instruções de Paulo não foram escritas apenas para a igreja de seus dias. Era desígnio de Deus que viessem até nós. O que estamos fazendo para preservar a unidade nos laços da paz?
Quando o Espírito Santo foi derramado sobre a igreja primitiva, os irmãos amavam-se uns aos outros. "Diariamente [...] tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos" (Atos 2:46, 47). Aqueles cristãos primitivos eram poucos em número, não tinham riquezas nem honras, mas exerciam poderosa influência. Deles irradiava a luz do mundo. Eram um terror aos malfeitores, onde quer que fossem conhecidos seu caráter e doutrinas. Por isso eram odiados pelos ímpios e perseguidos até a morte (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 202, 203).
Paulo levava consigo a atmosfera do Céu. Todos os que com ele se associavam sentiam a influência de sua união com Cristo. O fato de que sua própria vida exemplificava a verdade que proclamava dava um poder convincente à sua pregação. Nisso está o poder da verdade. A influência espontânea e inconsciente de uma vida santa é o mais persuasivo sermão que se pode pregar em favor do cristianismo. O argumento, mesmo quando incontestável, pode provocar apenas oposição; mas um exemplo piedoso tem um poder ao qual é impossível resistir completamente (Atos dos Apóstolos, p. 325).
Sexta, 10 de novembro: Estudo adicional
Para Conhecê-Lo [MD 1965), 8 de dezembro, p. 348 ("Ele virá outra vez"). Refletindo a Cristo [MD 1986], 4 de maio, p. 130 ("Glorificar a Deus no corpo e no espírito").
Anotações
Nenhum comentário:
Postar um comentário